Archive for 8 de Setembro, 2009

Efeito Sarney derruba Dilma.

A persistir estes dados da pesquisa, Lula e o PT correm risco de não eleger seu presidente em 2010.  Os últimos acontecimentos negativos promovidos pelo Lula e pela própria Dilma, somados a esta confusão maior que o MST cria para Lula, quando exige facilitação através de uma simples portaria, para aumento de terras para desapropriação em áreas produtivas para a reforma agrária e mais a discussão dos royalties do petróleo do “Pré-Sal”. Todos estes fatos podem criar o maior e inesperado inferno astral ao Lula e ao PT, onde poderemos ter surpresas na sucessão.  Se a eleição fosse hoje o Serra do PSDB seria presidente da República

No momento, pelo resultado da pesquisa vemos a Dilma em queda de uns 4 pontos com retorno aos seus antigos  18 pontos, dos quais mais da metade em verdade , é de transferência do prestígio do Lula. Dilma sozinha deve ter uns 5 pontos.

Ao contrário, o candidato Serra do PSDB mantém firme sua preferência na faixa de 40 pontos, com Heloisa Helena do PSOL com uns 10 pontos e a Marina do PV com uns 5 pontos.  Estes somados juntos têm uns 55 pontos, fora o percentual de Ciro Gomes do PSB, que marca uns 19 pontos, o qual já adotou linha de crítica à Dilma.

Aí está o que estava na cara das pessoas, a queda do Lula e da Dilma, pela causa devastadora de curto prazo, e para mais tarde, do efeito Sarney

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Efeito Sarney derruba Lula.

fora sarney 7 setembro

 

 

Movimento “Fora Sarney” manifestando-se no Dia da Independência.

 

Lula caiu uns 5 pontos nas pesquisa mensal CNT/Sensus deste mês, tanto na sua avaliação  pessoal como a de seu governo.  O motivo estava na cara de todas as pessoas com que falei nas ruas de Curitiba, desde o Centro na Boca Maldita, até os amigos e companheiros dos bairros mais distantes de Curitiba, como a turma do Tatuquara.  A opinião era unânime.  O Lula manchou sua moral quando apoiou o Sarney, e quando obrigou o Mercadante e a bancada do Senado do PT a ficar de joelhos em sua frente, fazendo-os voltar a trás, e quando armou a defesa da Dilma no caso rumoroso da Sra. Lina, ex-secretária da Receita Federal.

Fim da Dupla Osmar e Beto.

O rompimento definitivo da parceria de Osmar Dias do PDT com o Beto Richa do PSDB deve alterar o cenário do futuro do poder político no Paraná.

Caso Osmar seja o vencedor, o Beto perde mais de dois anos de mandato na Prefeitura e atrasa sua carreira política e vai apostar tudo para que o PSDB ganhe a presidência da República tentando assim um Ministério.  Vitorioso o Beto Richa, torna-se o grande e único líder político no Paraná, pois Osmar fica sem chances futuras, o Álvaro Dias já disse que não disputa mais o governo do Paraná, e o Requião também não deverá mais retornar, pois quase ficou de fora nesta última campanha. Novas lideranças estão a caminho de ocupar os lugares destes “coroas”, tais como os deputados Gustavo Fruet,  Ratinho Junior,  Marcelo Almeida, além de Ney Leprevost, Alexandre Curi, Luciano Ducci  e outros.

Esta eleição forçosamente vai mudar o rumo do destino da política do Paraná  em face do encerramento de um ciclo de políticos que fizeram história quando jovens  no MDB  bateram duro contra a Ditadura Militar de 1964, conseguindo derrubá-la quando iniciaram aqui em Curitiba o primeiro Comício das  “Diretas  Já”, movimento do qual participei entusiasmado. É o fim de um ciclo político de nosso Estado, como foi o da fase de outros ex-governadores como o interventor Manoel Ribas, o “Mané Facão”, de Bento Munhoz da Rocha e de Ney Braga. É o ciclo da renovação.

Osmar vai de PT.

Acabou. Osmar Dias do PDT vai coligado com PT na sua campanha para o governo do Estado e apoiará a Gleisi para a primeira vaga  ao senado. A segunda vaga do Senado deve ficar com PP do deputado federal Ricardo Barros.  Resta saber quem é que vai compor a vaga de vice-governador na chapa de Osmar, já que a Gleisi confidenciou que prefere disputar uma vaga ao Senado e não quer nem falar em ser vice do Osmar. Caso o DEM do Abelardo Lupion somar com o PDT de Osmar, talvez possam ocupar este espaço da vice, e aí poderemos ver o DEM do Paraná no mesmo palanque da Dilma como candidata a presidente da República.  Caso isto aconteça acaba a oposição do DEM ao PT pelo menos no Paraná.  O Ricardo Barros e seu PP já são base do PT do Lula na Câmara Federal, portanto, sem constrangimentos.

Câmara da Homenagem.

A Câmara Municipal de Curitiba vem sofrendo severas críticas da sociedade e da mídia, por deter um alto índice de projetos de homenagens a personalidades de  honras discutíveis e notadamente homenagens com nome de ruas a uma figura de famílias numerosa e de certo prestígio, de preferência que possam colaborar com recursos em campanhas políticas, as quais funcionam em verdade como cabos eleitorais, após as homenagens.

Acertadamente o vereador Mario Celso quer por um fim nestas homenagens à personalidades, cujas honrarias são dadas aos borbotões, sem critério de relevante  contribuição para o Município  o que na práticas desvaloriza a homenagem.

Tais homenagens deveriam ser dadas com critérios rígidos, e quando houver consenso forte da sociedade a favor do homenageado, pois caso contrário a comenda não adquire valor nem para o homenageado e tampouco para a sociedade.

Mario Celso vai enfrentar séria oposição da maioria que prefere se reeleger, e não está nem aí com os critérios da ética.

FHC Protetor da Maconha.

FHCParece incrível para nossos dias, mas é verdade sim. O ex-presidente FHC  na ausência de maior prestígio político partiu para defender os usuários de drogas, propondo uma espécie de liberou geral, onde busca um espaço para ir à crista da onda na mídia.  Ele  conseguiu.

Ele propõe a descriminalização aos usuários de droga, a começar pela maconha, onde os fumantes da erva poderiam desfilar na Rua das Flores num “fumacê”  pirado, e  onde os mais afoitos iriam até lançar uma fumaça na frente da polícia e onde os iniciantes  pegariam  uma carona na nuvenzinha e  todos ficam numa boa, pois este ato de fumar maconha não seria mais criminoso.

Maconha Liberada?

Caso a tese do FHC prospere, teremos então “banquinhas” e vendedores ambulantes de maconha no centro de nossa Capital modelo?

Sim, é o que pode acontecer, pois se o “fumacê” da maconha for liberado os maconheiros terão que ter oferta da erva para consumi-la, não é verdade?

Afinal estamos num País capitalistas e o mercado informal alternativo está solto nas ruas de Curitiba.  Poderemos ter até aqueles vendedores ambulantes, desautorizados, com os pacotinhos de maconha em cima de uma lona, com cordões na mão, prontos  para a fuga do rapa do Beto Richa, igual fazem com os CDs piratas.

Morro e não vejo tudo.