Archive for 11 de Dezembro, 2009

O dia em que “choveu ” livros, copos e até abajur, do Edifício Tijucas. É a “BOCA MALDITA’…

 

Luiz Augusto JUK

Luiz Augusto JUK
É jornalista, especializado em economia e consultor na área de comunicação social integrada. Escreve para o jornal horaH e horaHNews. O  texto abaixo foi publicado no jornal “Hora H” desta sexta-feira 11/12/2009, onde  Juk faz homenagem a Boca  Maldita de Curitiba, pelos seus 53 anos de resistência democrática.
 
 

O jornal hora H, continua, nesta semana, abordando o tema “Boca Maldita”, que neste domingo, dia 13, comemora 53 anos. Nacionalmente conhecida, a “Boca Maldita” fica no calçadão da Avenida Luiz Xavier, em frente aos cafés, hotel, restaurantes, próximo a Praça Osório
A “Boca” ficou famosa desde que se atribuiu a ela a responsabilidade pela cassação, nos anos 70, do governador do Estado Haroldo Leon Peres. Seu lema é “nada vejo, nada ouço, nada falo”. Durante a ditadura militar, funcionou como tribuna livre.


Pré-candidato ao Governo do Paraná, Lineu Tomass
Lineu Tomass, jornalista, radialista e comentarista político, está escrevendo um livro sobre os freqüentadores da “Boca Maldita”. Utiliza uma ficha individual, com breve currículo de cada um. Já tem um bom material com histórias interessantes que se deram na “Boca”.
Segundo Lineu , “concluo que a Boca Maldita é a esquina de Curitiba, por onde passam celebridades, turistas curiosos em conhecer o local , lideranças políticas do alto clero e até militantes do baixo clero, (da periferia), como diz o Mendes, figura importante, que foi assessor do Brizola. ”

Jornalista Luiz Geraldo Mazza, citado por Lineu
De acordo com Lineu Tomass, que foi convidado pelo PMN – Partido da Mobilização Nacional para ser pré-candidato ao governo do Paraná nas próximas eleições , “o Mazza é a figura mais conhecida e polêmica da “Boca” por discordar de tudo e de todos e sobre qualquer tema. É uma figura indispensável para a democracia absoluta na “Boca Maldita”, trincheira da democracia que enfrentou o regime de força da ditadura de 64, e não se rendeu. Triunfou e hoje a “Boca Maldita” de Curitiba é imitada em todo o país.”
Ao comentar sobre o livro, Lineu Tomass diz que “tento decodificar o comportamento fechado do curitibano e busco as raízes deste comportamento, que parece, se deve ao fato de sermos uma cidade multiracial e cultural. Porisso Curitiba, é uma praça de teste de marketing de lançamentos de produtos ”
E finaliza Lineu, comentando um caso pitoresco, que segundo ele, foi contado por um “engraxate de plantão”, lembrando que “o edifício Tijucas está integrado na “Boca Maldita”, palco do “causo” que será relatado em seguida. Tudo o que se passa com os moradores dali , a Boca ficam sabendo.”

Entrada da Galeria Tijucas, onde “choveu” até livro…
E relata Lineu: “Um dia começou a cair de um apartamento do Edifício Tijucas, livros, copos, bandeja e até um abajjur. Uma verdadeira “chuva” de objetos. Logo depois souberam o que aconteceu. Um empresário fazia encontros com sua “filial” num apartamento do Tijucas. A esposa descobriu, fez campana, e entrou no apartamento fazendo flagrante, estilo escandaloso. E aos berros passou a jogar pela janela os objetos da “filial” concorrente.
Segundo Lineu “a Boca perdoou a “dama”(no caso a esposa traída) pois a democracia impede cercear a liberdade de manifestação mesmo que de uma mulher traida, a quem os “boqueiros” são solidários.”

IBOPE DE NOVO

Saiu mais uma pesquisa CNI/IBOPE de 26 a 30/11/09, e os resultados reprisam a anterior da CNT/IBOPE, e a contradição da imagem pessoal do Lula  com os índices de aprovação de seu goveno persistem.  A aprovação pessoal do Lula é de 83 %.  Já seu governo vem perdendo pontos, nestes índices: COMBATE A POBREZA, a  aprovação caiu de 68 % para  60 %;  desaprovoção da SAÚDE  subiu de  54 %  para  57 % ;  SEGURANÇA PÚBLICA  subiu de 38 % para 42 % ;  EDUCAÇÃO, subiu de 39 % para  43 %.  Esta pesquisa mais recente repete a dose de nossa análise da decodificação do fenômeno contraditório da pesquisa.  O Lula pessoalmente bate recorde de aprovação pela  sua política de “bolsas e mais bolsas”,  porém seu governo caiu  nas áreas sociais, como  se viu. Mais uma vez fica provado que a fome,  o  estômago,  falam mais alto  como a primeiríssima necessidade do homem.   Cesta básica sempre ganhou eleições.  Foi por isto que a lei eleitoral proibiu entrega de cestas básicas pelos políticos, durante a eleição e  mesmo fora da eleição, pois isto caracteriza  compra de votos.   Porém  para os políticos que se elegem prefeito, governador ou presidente da República, a lei permite que eles  façam programas de entrega de cesta básica e até de dinheiro, como é o caso do presidente  Lula, e vai mais longe, permite que eles saiam candidatos à reeleição explorando este programa social nas urnas.  O bom deste esquema eleitoral de caça ao voto  é o custo zero para  o político eleito, pois ele  usa a máquina do governo  e a grana do  Tesouro  Nacional,  e não  usa nenhum tostão do seu bolso.   Quanto aos principais candidatos a presidência, tudo está no mesmo. O Serra foi de 35 % para 38 % e a Dilma de 18 % para 20 %.

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