“OS POBRES NÃO SÃO ESTÚPIDOS”

O sul africano William Cobbett, diretor-geral da Aliança de Cidades, foi quem fez esta afirmação do título desta nota. Cobbett ,  participou do 5o. Fórum Urbano Mundial ocorrido no Rio de Janeiro.  É  especialista  em favelas e conheceu as favelas de todo o mundo  (foi ministro da Habitação de  Mandela), e por isso  conhece  os gravíssimos  problemas sociais dos grandes centros urbanos, decorrentes dos fluxos migratórios do interior  tal qual ocorre por aqui, com  o chamado êxodo rural.   Ele defende a tese de que os Governos devem preparar centros urbanos para receber as novas populaçõe, pois as estatísticas provam que  “o pobre não é estúpido “,  e sabe que as pessoas vivem melhor nas cidades. Em Curitiba, quando  fui secretário das Administrações  Regionais da Prefeitura, sentimos este fenômeno de perto, quando coordenamos a urbanização de 62 vilas e favelas carentes, no ano de 1986 na gestão do então prefeito Roberto Requião. Uma visita na casa de um parente em Curitiba, já bastava para convencer mais um agricultor sofrido  a se mudar para  cá.

A MUDANÇA DE DIREÇÃO.  Quando chegamos ao poder em 1983 na Prefeitura de Curitiba, assistiamos que  o tratamento aos favelados,  era a repressão  absoluta contra eles, com desocupação da área via judicial e com força policial.  Fazia parte desta repressão também atos  anti-humanos,  de boicotes, a ponto dos anteriores  gestores da Prefeitura  se recusarem a mandar instalar  uma torneira coletiva de água potável da SANEPAR  na favela da Vila Pinto (atual Vila das Torres),  reinvindicada por abaixo assinados nunca atendido. Conclusão.  Os moradores faziam poços de água ao lado de fossas de esgoto sanitário e se contaminavam rotineiramente,  pelo ato absurdo dos gestores da Prefeitura  no estilo tiro no pé, pois seus moradores,  principalmente as crianças viviam nos postos de saúde contaminados como doentes vitalícios. Hoje houve um avanço considerável no trato de áreas de ocupação irregular, pois a política atual é a de consolidar e melhorar as condições das  favelas.   COBBETT vai mais longe e propõe que as cidades se preparem  ANTES  que os fluxos migratórios  se movimentem para  as grandes cidades, obviamente com designação de áreas  no mínimo com  lotes  urbanizados para recber os ex- agricultores empurrados para os centros urbanos pela alta tecnificação de nossa agricultura. Fecho com o Mr. COBBETT, pois  o erro dos urbanistas e planejadores de nossas cidades, nos está custando muito mais caro do que se tivessem aplicado as idéias COBBETT. (Fonte: Folha São paulo 29-3-10).Fonte/Imagem: http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/15_MHG_rio_favelas.jpg

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: