Archive for 6 de Junho, 2010

A PEDIDO. SIGNIFICADO DE ANOMIA

ANOMIA  significa “conduta desviante”.   “Perda de identidade”.  “Vazio do exercício da autoridade”.  “Rompimento dos  valores  tradicionais”.  Em palavras simples, significa a falência do exercício da autoridade do Estado.  É o Estado a caminho do caos, do vazio.  É um Estado doente, moribumbo, sem autoridade.  É uma espécie de rebelião ou desobediência civil as leis do Estado, por inanição da autoridade do Estado, ou por faltas de meios de  exercício da autoridade do Estado.  É o  Estado LIBEROU  GERAL,  fenômeno  social que começa a se expandir  em todo o país.  Infelizmente.

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E AGORA TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PARANÁ ?

Transcrevo na íntegra a matéria publicada hoje no jornal, “O Estado do Paraná”  de 06-6-10 ,  PÁGINA 11, de autoria do Sr. CELIO HEITOR GUIMARÃES,  sem retoque ou comentários. Com a palavra os dirigentes do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.  Será que estamos ingressando de verdade no ESTADO DE ANOMIA ?

“A MALDIÇÃO  DOS  PRECATÓRIOS  (II).  Estou preocupado.  O Excelentíssimo Sr. Desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Estado está correndo o risco de ser denunciado por crime de responsabilidade, além de responder perante o conselho |Nacional de Justiça. Explico aos recém chegados:  Há cinco meses o Estado do  Paraná, não paga um tostão aos credores de precatórios requisitórios. Isto é, o Poder Executivo depositou em conta do Poder Judicário R$ 50 milhões, em duas parcelas de R$ 25 milhões, e está prester a fazer o depósito de mais R $ 25 milhões, mas até agora o TJ só tem criado embaraços  para efetuar o pagamento.  ” 

CURITIBA NA CRACOLÂNDIA

O eixo  Rio-São Paulo, nos dita a moda em tudo, e nós imitamos direitinho. E até inovamos.   Agora já temos nossa cracolândia no estilo de São Paulo, só que inovamos na convivência de duas classes sociais, eternas no país.   Temos a cracolândia da  “turma da Senzala”,  localizada na rua Paula Gomes no centro de Curitiba, e a “cracolândia da Casa Grande”,   localizada no chick bairro do Batel, na Travessa João Turim, entre as Avenidas Sete de Setembro e Silva Jardim.  Claro, na turma da Senzala, é o horror da pobreza, andam a pé, sandálias havaianas, não tem carrões, andam sujos, andrajos, roupas fétidas, e dá-lhe confusão só na base do crack.    Já na cracolandia da “casa grande”, da elite, eles chegam em carrões, bem banhados, bem vestidos, perfumados, com uisque de 10 anos, caixa de   isoppor  (que serve de mesinha), com gelinho, tomam conta da calçada, e dá-lhe som alto de músicas “pop”, com “cheirinho” e “fuminho”.  É a festa na “casa grande”.  Polícia  ?  Onde ? Onde  está  a polícia  ?  Bem, até ontem no governo do Requião, a polícia só  atendia  uma “ocorrência”,  se desse  um rolo danado, com agressões e mortes, porém , só meia hora depois do ocorrido conforme ordens superiores. Podia ? Podia sim.  E agora ? Agora não sei.  ! Vamor aguardar um “bafafá” daqueles e aí ficamos sabendo. Os moradores lindeiros, tanto os da região da “senzala”, quanto os da “casa grande”, não sabem mais a quem recorrer.  Vivemos o ESTADO DE ANOMIA .  Mazza, você tem razão. A autoridade do Estado Brasileiro está em frangalhos, sem autoridade, sem dinheiro, e até sem vergonha. (Fonte: “O Est. do Paraná 6-6-10- repórter Mara  Cornelsen) . 

PAULINHO DA VIOLA E O MANDELA

São 09:20 desta manhã  gelada neste domingo de nossa Curitiba, que o inverno avisa que vai pegar pesado.  Um radiante sol joga raios verticais de calor e luz forte que penetram  pelas  frestas das lâminas   da cortina de meu quarto, e compensam o frio de estilo porta aberta de freezer.  Três cobertores sobrepostos me aquecem.  O calor gostoso da cama me impede de levantar.  Ligo a TV . Já estava no bom canal GNT. Na tela, uma entrevista com o excelente carioca, PAULINHO DA VIOLA, amorenado, trazendo na pele a marca do continente africano, como a maioria dos brasileiros que começam a despertar que a nós os brasileiros  está reservado um extenso lugar de exemplo de vida  para o mundo de  convivência social, que aos poucos e às vezes a duras penas vai se aprimorando  e evoluindo.   Paulinho, seus familiares e seus amigos músicos contam coisas de sua intimidade e historiam sua vida e as suas músicas.  Paulinho, sozinho, naquele seu melhor estilo,  solitário, onde só o violão tem o privilégios de acompanhá-lo, dedilhando os seus dedos morenos,  produzem maravilhas da nossa música popular.  No intervalo, surge na tela chamada dos jogos da Copa Mundial de Futebol na África de  NELSON  MANDELA,  no mesmo continente africano de onde vieram os negros que nos amorenaram.  De pronto em nossos pensamentos vem a figura de NELSON MANDELA, (é impossível pensar na África, sem pensar em  Mandela),  este ícone de dois séculos, herói do mundo que ficará para sempre na história ao lado de GHANDI.  Figuras estas,   heróis do processo do mundo que queremos, de paz, de harmonia, de probidade, de  alegria em toda esta  aldeia global.  Logo surge novamente na tela o carioca Paulinho da Viola.  Não tive como não  ligar um ao outro. O Paulinho ao Nelson Mandela.  Ambos com a mesma origem, produzindo paz e alegria. Nelson pela caminho da política e o Paulinho pelo caminho do sentimento, da música que nos acalma e nos conforta e nos alegra.

Estes dias dei uma entrevista na Tv Bandeirantes de Curitiba, e os entrevistadores questionaram-me, sobre minhas posições políticas de idealista,  neste Brasil conturbado na corrupção.  Respondi que sempre fui assim, herdei de meu pai Domenico Gotardo Tomass, italiano de Imer, do Trentino, que deixou só bons exemplo para seus familiares.  Hoje eu responderia que:

”        NÃO PODEMOS DESISTIR NUNCA.  TEMOS  QUE  TER  A  PERSISTÊNCIA  DE UM  NELSON  MANDELA “.