Archive for 15 de Junho, 2010

REFORMA POLÍTICA COM CANDIDATURA AVULSA JÁ

Em face da falência dos partidos políticos, vou batalhar por uma mudança na REFORMA  POLÍTICA, para que seja introduzida a figura jurídica, da CANDIDATURA  AVULSA, TAL  QUAL  EXISTE  NOS  ESTADOS  UNIDOS. Com a introdução desta dispositivo, as pessoas filiadas em sindicatos e  sociedade civil organizada, poderiam fazer o registro de sua candidatura a cargos eletivos, diretamente junto a Justiça Eleitoral do seu município (ou TREs.), para os cargos de prefeito vice-prefeito  e vereadores.   Nos Tribunais Regionais Eleitorais dos  Estados, para os cargos de governador vice-governador  e deputados  estaduais.   No TSE-Tribunal Superior Eleitoral, para os cargos de presidente da Repúblíca, vice-presidente, deputados federais e senadores. 

Com esta reforma, com certeza quadros melhores e mais preparados de nossa sociedade poderiam participar das eleições, o que é hoje  IMPEDIDO  pelos “donos” dos partidos políticos, que formam  feudos, cartéis, máfias políticas  e monopólios políticos-partidários, cujos  comandos são passados de forma vitalícia (anti-democrática),  pois se eternizam no comando dos  partidos, e passam este  comando  para  seus familiares. Quando não,  vendem a sigla partidária  a peso  de  ouro. Desse jeito estamos andando para trás em termos de democracia.  A lei eleitoral deveria prever prévias para escolha de candidatos onde os delegados  ou filiados do partido escolheriam os candidatos, com resultado a ser obrigatoriamente respeitado pelos diretórios estaduais e nacionais, PARA  SE  LEGITIMAR,  POR MAIORIA E  ESTATUTARIAMENTE, OS CANDIDATOS, POIS ESTE É O PRINCIPAL  FUNDAMENTO   LEGAL DE QUALQUER PARTIDO    Do contrário não há democracia nos partidos,  mas,  SIM,   HAVERÁ  SÓ  DITADURA.  Democracia só na urna é democracia atrasada, pois ela tem que iniciar NOS PARTIDOS. Senão a coisa já começa errada.  É impossível construir democracia de verdade com a atual legislação partidária.  Juristas, sociedade organizada,  povo, acordem !

O  FEUDALISMO  PARTIDÁRIO.  Temos 27 partidos e só os 27 presidentes desses partidos tem poder real  e são eles que decidem quem pode e não pode ser candidato no país todo. As “negociações” entre esses figurões tornou-se um nefasto mercado persa. E  AS  PRECÁRIAS, “COMISSÕES PROVISÓRIAS”  (DIRETÓRIO ELES NÃO QUEREM),   municipais e estaduais ,  que não aceitam esse tipo  de  feudo,  sofrem intervenções. É uma democracia só para 27 pessoas privilegiadas,  presidentes dos partidos! Mas, nós somos 180 milhões de brasileiros!   Que lixo de democracia  é essa? Só para duas dúzias de pessoas? E os milhares de filiados dos partidos, servem para quê?  Os filiados e até pré-candidatos, são enganados e servem de massa de manobra. Esta reforma colocaria UM  FIM  com este nefasto mercado  de monopólio partidário, onde os filiados dos partidos e o povo só fazem figuração, enquanto eles, os privilegiados “donos de partido”  desprezam a democracia de verdade e fazem o que bem querem. Seria uma boa reforma, POIS, HOJE,  OS PARTIDOS POLÍTICOS, SÃO DE NATUREZA  JURÍDICA  PRIVADA, PARTICULAR,  E POR ISTO TÊM  DONOS VITALÍCIOS.  O poder passa de pai para filho , sustentados pelos mesmos “esquemas” econômicos.   Eles riem da democracia. Salvo raras exceções, nas eleições majoritárias  os figurões sempre acabam  escolhendo candidatos que são mera “marionete”  do poder econômico,  para posar de “bom moço”  ou “menina de família” para enganar o eleitorado.    É este o país que queremos?  ESTE  DISPOSITIVO    PELO MENOS AMENIZARIA A SAFADEZA  DOS “CHEFÕES”   DE PARTIDOS,  NEFASTOS,    SALVO RARAS EXCEÇÕES,   VERDADEIROS DITADORES,  SIM, POIS ESTÃO MANTENDO TUDO ISTO. 

Sem pressão popular, igual à do projeto ficha limpa,  isso jamais mudará. Acorda povo brasileiro, pois nos engam. Pensamos que vivemos numa democracia mas isto é tudo pura farsa,  onde  fazem do povo um iludido bufão (*) !

(*) bufão – “s.m. Personagem de farsa, que faz rir com esgares e momices. Personagem fantasiada que os reis mantinham a seu lado para divertí-los. (Sin.: bobo, truão, palhaço.)”