Archive for 14 de Dezembro, 2014

VELASCO ALVARADO DITADOR DE ESQUERDA DO PERU……..UMA LIÇÃO PARA A DUPLA LULA / DILMA DO PT E SEUS ANEXOS……

Registro para a história.

Será este o modelo  de novo regime que PT quer implantar no país ?

UMA LIÇÃO CURRICULAR PARA O FORO DE SÃO PAULO.  O LULA e todo seu séquito de cientistas “ideológos”, a exemplo  da famosa musa petista MARILENE CHAUÍ,  estão com o objetivo de transformar a América Latina numa grande região de países com sistema de governos comuno – socialista com inspiração no regime comunistas de Fidel Castro de Cuba.

Lula conversa com Fidel Castro, no Palácio da Revolução, em Havana (2003). São os líderes do Foro de São Paulo.

O DESASTRE DO “MODELO’ COOPERATIVISTA DO PERU.  VELASCO ALVARADO, general do Exército Peruano, deu um golpe de esquerda e levou o Peru a um desastre na economia, quando expropriou as propriedades privadas, fazendas e toda a economia, implantando um regime “comuno cooperativista”.

Como Comandante Geral do Exército, liderou a Junta Militar que derrubou o presidente Fernando Belaúnde Terry em 3 de outubro de 1968, sob o pretexto de expropriar as companhias petroleiras estadunidenses que operavam no país.

EXPERIÊNCIA PESSOAL.  No regime de ALVARADO, estive na capital Lima a serviço da pequena empresa TRITON S/A da cidade de Joaçaba (SC), como gerente de exportação.  Na época, antes do golpe “alvarista”, eu mandei uma trilhadeira (desgranadora de cereais), para fazer demonstrações junto ao  nosso revendedor.  Diversas surpresas  tive que enfrentar no “novo regime”.

Trilhadeira Triton

AS MUDANÇAS.  Logo ao chegar no Aeroporto de Lima, notei um grande diferença.  Soldados armados do Exército policiavam todo o  aeroporto, com fuzis com baionetas armadas.   Em seguida fui conduzido a um quiosque onde fui obrigado a registrar quantos dólares  eu tinha, quando fiz um boleto declarando o valor que portava. Tal atitude (descobri depois), era para intimidar os viajantes, para que não trocassem dólares no câmbio negro, cuja atividade já estava intensa, pois o fracasso na economia peruana já estava nas ruas.

Lima. Capital do Peru.

NO HOTEL.  Ao chegar ao Hotel  (praticamente vazio), no centro de Lima, notamos que os turistas tinham sumido do Peru, o que prejudicou sua economia pois o turismo era uma grande fonte de receita em dólares.  No Hotel, notei que haviam muitos hóspedes homens altos, loiros , estrangeiros, vindos de países da Europa Oriental Comunista, com roupas fora de moda, pois usavam grandes calças boca de sino.  Ao perguntar quem eram, fomos informados que eram técnicos comunistas que estavam no Peru para  assessoria ao funcionamento do novo regime  cooperativista . VELASCO proibiu a divulgação de música estrangeira, e no hotel, no sistema sonoro, só se ouvia a  música  típica peruana dia e noite adentro, com destaque as flautas características….era dose….

A VIAGEM A COOPERATIVA MARIA LAURA – NORTE DO PERU. Nossa trilhadeira estava em uma fazenda desapropriada por ALVARADO, na Cooperativa Maria Laura e fui para lá com um técnico da Triton, para demonstrar como funcionava a máquina.  Do contato com o agrônomo da Cooperativa, soubemos das causas iniciais do fracasso do modelo ALVARADO, desde a inércia dos campesinos despreparados para deglutir o novo sistema cooperativista , até a inércia quanto a trabalhar duro, até tratores  com partes abertas enferrujando a céu aberto por falta de peças, com consequente queda na produção agrícola.

OS ERROS –  RESULTADO DO MODELO DE ALVARADO.   Após sete anos do regime “alvarista”, e tendo em vista o fracasso do modelo econômico ….”comuno – cooperativista”, e as críticas do povo peruano, ALVARADO  foi apeado do poder, por um golpe militar, que logo determinou uma nova constituição com eleição e democracia TOTAL.  Foram registrados  mais de 20 paridos políticos, com a vitória de uma coalizão  de centro – direita, já que o povão não queria e não aguentava mais o tal  sistema “comuno cooperativista”.

O MODELO ALVARISTA.  Na Wikipedia, consta este relato sobre como foi este tipo de  “socialismo – cooperativista” no Peru.  Vejam :

Presidência

” Como Comandante Geral do Exército, liderou a Junta Militar que derrubou o presidente Fernando Belaúnde Terry em 3 de outubro de 1968, sob o pretexto de expropriar as companhias petroleiras estadunidenses que operavam no país.

Velasco constituiu um gabinete composto por ministros militares, e imediatamente nacionalizou o setor petroleiro. Depois de expropriar as companhias petroleiras estadunidenses que operavam no país, declarou o “Dia da Dignidade Nacional”.

Impôs restrições à liberdade de imprensa, lançou uma reforma agrária com o objetivo de elimianr as grandes propriedades sem nenhum outro programa de longo alcance, o que resultou em um fracasso total, tornando o país importador de alimentos típicos como a batata, Logo procurou nacionalizar os setores chave da economia levando ao colapso da produção industrial do país. Com o objetivo de mobilizar organizadamente a população, criou o Sistema Nacional de Mobilização Nacional (SINAMOS), o qual atuou como aparato de propaganda política e manipulação social.

Iniciou uma política errante sob o lema “nem com o capitalismo nem com o socialismo”, embora em suas ações tenha se aliado com o bloco soviético, a ponto de se tornar um dos maiores compradores de armamento soviético do mundo, com a intenção de iniciar ações bélicas contra o Chile no centenário da Guerra do Pacífico.

Após a estatização da atividade pesqueira, é criado o Ministério da Pesca, o que culmina com o desaparecimento da anchoveta e o colapso da atividade pesqueira nacional. Diante dos graves problemas alimentares gerados pelo fracasso da reforma agrária, é criado o Ministério da Alimentação, que nos acontecimentos é o principal importador de alimentos para o país.

A despeito de suas reformas iniciais, após expropriar os jornais e canais de televisão peruanos em 1974, Velasco encontrou grande oposição por parte de diversos setores da população. Isto, somando-se a crise da pesca assim como a inflação e a greve da polícia deixou a popularidade de Velasco muito baixa.

Golpe de estado e morte

Em 29 de agosto de 1975, o general de divisão EP Francisco Morales Bermúdez, então presidente do Conselho de Ministros, liderou um golpe de estado desde a cidade de Tacna e derrubou Velasco em uma ação conhecida como “Tacnazo”, alegando a má situação econômica e a deteriorada saúde de Velasco, de quem em 10 de março de 1973 foi amputada a perna direita, devido a uma gangrena vinda de um aneurisma aórtico abdominal.

Em seus últimos anos, o General Velasco viveu uma espécie de reclusão voluntária. Não deixando herdeiros políticos, morreu no Hospital Militar de Lima, em 24 de dezembro de 1977. A seu enterro foram muitas pessoas e terminou convertido em uma forma de protesto contra o governo a serviço. Seus restos estão guardados no Cemitério El Ángel em Lima. ”

OS OBJETIVOS DO FORO DE SÃO PAULO.  Na Wikipedia, encontramos estas explicações sobre os objetivos do FOR DE SÃO PAULO:

Foro de São Paulo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O ex-presidente Lula e o ministro Luiz Dulci durante celebração dos quinze anos do Foro de São Paulo.

Foro de São Paulo (FSP) é uma organização criada em 1990 a partir de um seminário internacional promovido pelo Partido dos Trabalhadores do Brasil,1 juntamente com o cubano Fidel Castro,2 3 4 5 6 que convidaram outros partidos e organizações de esquerda da América Latina e do Caribe para discutir alternativas às políticas neoliberais dominantes na América Latina durante a década de 19907 8 e promover a integração econômica, política e cultural da região.

Segundo a organização, atualmente mais de 100 partidos e organizações políticas participam dos encontros. As posições políticas variam dentro de um largo espectro, que inclui partidos social-democratas, extrema-esquerda, organizações comunitárias, sindicais e sociais ligados à esquerda católica, grupos étnicos e ambientalistas, organizações nacionalistas e partidos comunistas.

História

A ideia do Foro de São Paulo surgiu em julho de 1990, durante uma visita feita por Fidel Castro a Lula em São Bernardo do Campo e foi formalizada quando 48 organizações, partidos e frentes de esquerda da América Latina e do Caribe, atendendo o convite do Partido dos Trabalhadores, reuniram-se na cidade de São Paulo visando debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim (1989), elaborar estratégias para fazer face ao embargo dos Estados Unidos a Cuba.

No encontro seguinte, realizado na Cidade do México, em 1991, com a participação de 68 organizações e partidos políticos de 22 países, examinou-se a situação e a perspectiva da América Latina e do Caribe frente à reestruturação hegemônica internacional. Na ocasião, consagrou-se o nome “Foro de São Paulo”.9

Declarações

Os objetivos iniciais do FSP estão expressos na “Declaração de São Paulo”,10 documento final que foi aprovado no primeiro encontro, na cidade de São Paulo, em 1990. O texto deste documento ressalta que o objetivo do foro é aprofundar o debate e procurar avançar com propostas de unidade de ação consensuais na luta anti-imperialista e popular, promover intercâmbios especializados em torno dos problemas econômicos, políticos, sociais e culturais que a esquerda continental enfrenta. A declaração propõe renovar o pensamento de esquerda e do socialismo, reafirmando seu caráter emancipador, corrigindo concepções errôneas, superando toda expressão de burocratismo e toda ausência de uma verdadeira democracia social e de massas

fsp

Reunião do Foro de São Paulo.

Para aqueles que ratificaram a Declaração de São Paulo, a mais autêntica democracia é representada pelo socialismo e pelo desenvolvimento de vastas forças sociais, democráticas e populares, que se oponham aos mandados do imperialismo e do capitalismo neoliberal no continente Latino-Americano, pois defendem que as alternativas socialistas tem melhores condições de alcançar uma sociedade livre, justa e soberana. Eles rejeitam, justamente por isso, toda pretensão de aproveitar as crises econômicas para “encorajar a restauração capitalista, anular as conquistas e direitos sociais ou alentar ilusões nas inexistentes bondades do liberalismo e do capitalismo11 .

A proposta constante na Declaração de São Paulo é de reafirmação da soberania e autodeterminação da América Latina e das nações participantes, também propõe a plena recuperação de sua identidade cultural e histórica e um Impulso à solidariedade interna. A declaração supõe defender o patrimônio latino-americano, colocar fim à fuga e exportação de capitais do subcontinente, encarar conjunta e unitariamente a questão da dívida externa, adotando políticas econômicas em benefício das maiorias, políticas que acreditam ser capazes de combater a situação de miséria em que vivem boa parte dos latino-americanos. De acordo com os proponentes, isso exige um compromisso ativo com a vigência dos direitos humanos, da democracia e da soberania popular como valores estratégicos, colocando as forças de esquerda, socialistas e progressistas frente aos desafios de renovar constantemente o seu pensamento e a sua ação.

Por fim, a Declaração diz encontrar “a verdadeira face do Império” nas renovadas agressões à Cuba e também à Revolução Sandinista na Nicarágua, no aberto intervencionismo e apoio ao militarismo em El Salvador, na invasão e ocupação militar norte-americana do Panamá, nos projetos e passos dados no sentido de militarizar zonas andinas da América do Sul sob o pretexto de lutar contra o “narcoterrorismo”. Assim, eles reafirmam sua solidariedade em relação à revolução cubana e à Revolução Sandinista, e também seu apoio em relação às tentativas de desmilitarização e de solução política da guerra civil de El Salvador, além de se solidarizarem com o povo panamenho e com os povos andinos que “enfrentam a pressão militarista do imperialismo”.12

No II Encontro (no México, em 1991), surgiu a ideia de o FSP trabalhar também por maior integração continental, por meio do intercâmbio de experiências, da discussão das diferenças e da busca de consenso para ação entre as esquerdas. Os encontros seguintes reafirmam esta disposição para o diálogo entre as esquerdas, ao mesmo tempo em que — no cenário continental — cresceu a influência dos partidos participantes do Foro de São Paulo na política latino-americana, uma vez que houve a eleição de presidentes afinados com suas visões em vários países.

OBS;  Digite no google:  Marx  x  Marx  ?  e vejam os detalhes desta experiência real, vivida no Peru durante o regime “alvarista”…fracassado….

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