Archive for Fevereiro, 2016

SOCIEDADE NÃO PODE MAIS SUPORTAR ESTE DESPERDÍCIO INSANO E “VENENOSO”….

“INDÚSTRIA AUTOMOBLÍSTICA MUNDIAL NA BERLINDA”……

O AUTOMÓVEL ESTÁ CONDENADO COMO SOLUCÃO DE TRANSPORTE URBANO…..VIROU SÓ PROBLEMA….Como disse o arquiteto Jaime Lerner (Paraná), o automóvel será condenado no futuro como foi condenado o cigarro….

AS SOLUCÕES.  Não restam duvidas que as soluções existem, mas somente com as mudanças das estrutura dos modelos econômicos adotados nos países ricos produtores de automóveis, é onde pode ocorrer uma reviravolta neste “veneno urbano”,  priorizando-se  a indústria de reciclagem destes automóveis, o transporte de massa como metrôs e trens elétricos  de alta velocidade a 300 km / hora, com ônibus elétricos em canaletas exclusivas, com bicicletas e carros individuais elétricos, simples e baratos para os centros urbanos e com uma política de emprego perto da moradia do trabalhador, incluindo-se aí a desconcentração populacional e econômica dos grandes conglomerados urbanos etc. (Ref. site do Leonardo Boff)…..  

Superabundância e desperdício: milhares de carros estão sendo abandonados: L. Dowbor

11/01/2016

 “As pessoas não estão comprando carros no mesmo ritmo de antes da recessão. Quantas famílias que você conhece que ostentam um carro novo a cada ano? Por isso, milhões de carros ficam para morrer nos estacionamentos”, escreve Ladislau Dowbor, doutor em Ciências Econômicas e professor da PUC-SP e da UMESP, em artigo publicado por Envolverde, 07-01-2016.

Eis o artigo.

Brilhante, bonito e novo? E rapidamente enferrujando e inútil.

Esta foto é de um monte de carros que sobraram no Porto de Sheerness em Ketn, na Inglaterra. Há centenas de lugares exatamente como este no mundo todo, cheio de carros que as montadoras não conseguiram vender.

Isso é verdade.

Você está vendo uma das muitas reservas de carros não vendidos no mundo.

As pessoas não estão comprando carros no mesmo ritmo de antes da recessão. Quantas famílias que você conhece que ostentam um carro novo a cada ano? Por isso, milhões de carros ficam para morrer nos estacionamentos.

Baltimore, Maryland, EUA

Bem do lado da estrada Broening em Baltimore, mais de 57.000 carros se encontram num enorme estacionamento. No começo eu me perguntava porque eles não colocavam simplesmente à venda, mas a indústria automobilística não vai reduzir seus preços drasticamente por uma razão: Não é possível vender um carro por 500 dólares e esperar alguém comprar por 15.000 é impossível.

Os carros devem ser levados de um monte de concessionárias para dar espaço para a nova produção. O que sobra é um pouco triste? Filas e mais filas de carros em perfeito estado.

indústria automobilística não pode simplesmente deixar de produzir carros novos. Isso significaria o fechamento de fábricas e demitir a dezenas de milhares de pessoas, além do mais, piorar a recessão. O efeito dominó seria catastrófico para a indústria do aço.

Nessa imagem podemos ver dezenas de milhares de carros tomando sol o dia todo na Espanha.

Quando a oferta supera a procura, alguém fica com o superavit. Depois da recessão, as famílias já não compram um carro novo a cada ano.

São Petersburgo, Rússia

Carros europeus importados que não conseguiram vender e estão largados para enferrujar em um aeroporto.

O ciclo de comprar, usar, mudar, se acabou. As pessoas usam seus carros durante muito mais tempo depois de comprados.

Lotes aberto ao redor do mundo se converteram um cemitérios improvisados para os carros que não se venderam.

Avonmouth, Reino Unido

Cada espaço cinza que se vê está cheio de carros sem uso.

Corby, Reino Unido

Aqui há outro monte de carros que sobraram. Qualquer um se pergunta: por que não reciclam esses carros ou pelo menos não dão para as pessoas pobres?

Porto de Civitavecchia na Itália

Até pode-se pensar que os fabricantes de automóveis poderiam utilizar pelo menos algumas das partes. Eles ainda acham que vão vender esses carros?

Porto de Valencia, Espanha

Estas imagens são particularmente frustrantes se você está dirigindo um carro velho?

Os carros, quando expostos ao ar livre, não duram muito tempo.

Quando um carro fica ao relento, todos os óleos se vão para o fundo do poço, e logo começa a corrosãoe danifica todas as partes internas do motor.

A super produção não é só uma falha do sistema nos Estados Unidos ou de uma só fábrica de automóveis, este é um problema mundial. Se não encontram uma maneira de reutilizar esses carros, milhares de carros abandonados continuarão preenchendo espaços vazios. Isso é realmente lamentável.

LÉO PINHEIRO….EX – AMIGO E CONFIDENTE DO CAPITÃO MOR DO BARCO PIRATA – PT….SR. LULA…. PODE LIQUIDAR COM O CAPITÃO….

LÉO PINHEIRO NA EXPECTATIVA DE SER CONDENADO A DEZENAS DE ANOS DE PRISÃO….PROMETE ABRIR A CAIXA PRETA CONTRA O LULA.  (Ref. Veja).  Na medida do afundamento do “BARCO PIRATA do PT”, todos seus tripulantes, e principalmente os principais auxiliares e – operadores – do velho capitão – mor  LULA, vendo que podem morrer afogados, preferem pedir socorro ao barco da  “guarda costeira” (que de longe assiste o afundamento, guarda esta guardiã da moralidade pública no país), a quem os auxiliares operadores,   prometem se entregar como testemunhas de todos os assaltos que o “BARCO PIRATA PT” fez num país chamado Brasil e em outras plagas no exterior, em troca da diminuicão das penas a que vão ser condenados, para não morrerem na cadeia, pensando assim:

 –  ” Eu ?   morrer na cadeia ?  Nem pensar….O capitão – mor  do “BARCO PIRATA PT”, que vá para o bico do urubú”…..Eu é que NÃO  ! ” 

Vejam o que saiu na Veja…..

Executivo da OAS se oferece para contar à Lava Jato segredos devastadores sobre Lula

Em troca de benefícios legais, Léo Pinheiro promete revelar, em delação premiada, o que viu, ouviu e fez nos anos em que compartilhou da intimidade do ex-presidente

Por: Robson Bonin, com reportagem de Adriano Ceolin24/07/2015 às 20:23 – Atualizado em 24/07/2015 às 20:44

Capa VEJA - Edição 2436
(VEJA.com/VEJA)

Léo e Lula são bons amigos. Mais do que por amizade, eles se uniram por interesses comuns. Léo era operador da empreiteira OAS em Brasília. Lula era presidente do Brasil e operado pela OAS. Na linguagem dos arranjos de poder baseados na troca de favores, operar significa, em bom português, comprar. Agora operador e operado enfrentam circunstâncias amargas. O operador esteve há até pouco tempo preso em uma penitenciária em Curitiba. Em prisão domiciliar, continua enterrado até o pescoço em suspeitas de crimes que podem levá-lo a cumprir pena de dezenas de anos de reclusão. O operado está assustado, mas em liberdade. Em breve, Léo, o operador, vai relatar ao Ministério Público Federal os detalhes de sua simbiótica convivência com Lula, o operado. Agora o ganho de um significará a ruína do outro. Léo quer se valer da lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a delação premiada, para reduzir drasticamente sua pena em troca de informações sobre a participação de Lula no petrolão, o gigantesco esquema de corrupção armado na Petrobras para financiar o PT e outros partidos da base aliada do governo.

Por meio do mecanismo das delações premiadas de donos e altos executivos de empreiteiras, os procuradores já obtiveram indícios que podem levar à condenação de dois ex-ministros da era lulista, Antonio Palocci e José Dirceu. Delatores premiados relataram operações que põem em dúvida até mesmo a santidade dos recursos doados às campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e à de Lula em 2006. As informações prestadas permitiram a procuradores e delegados desenhar com precisão inédita na história judicial brasileira o funcionamento do esquema de sangria de dinheiro da Petrobras com o objetivo de financiar a manutenção do grupo político petista no poder.

 

É nessa teia finamente tecida pelos procuradores da Operação Lava-Jato que Léo e Lula se encontram. Amigo e confidente de Lula, o ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público Federal um acordo de colaboração. As conversas estão em curso e o cardápio sobre a mesa. Com medo de voltar à cadeia, depois de passar seis meses preso em Curitiba, Pinheiro prometeu fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção na Petrobras, exatamente como afirmara o doleiro Alberto Youssef em depoimento no ano passado. O executivo da OAS se dispôs a explicar como o ex-presidente se beneficiou fartamente da farra do dinheiro público roubado da Petrobras.

BUMLAI DESMENTE MANOBRA DE LULA NO CASO DO SÍTIO DE ATIBAIA….

O CERCO ESTÁ SE FECHANDO EM TORNO DO LULA DO PT….Os advogados do LULA, na falta de argumento tergiversante mais convincente, jogaram nas costas do ex-amigão  do LULA, o BUMLAI, a iniciativa das reformas no sítio de Atibaia, de propriedade “de fato” da família LULA….O BUMLAI….NEGOU !  Assim o cerco jurídico ao LULA começa a fechar com seus tentáculos….Vejam a bola fora do LULA, divulgada pelo Reinaldo Azevedo….

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BLOGREINALDO AZEVEDO

Reinaldo Azevedo

Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

No desespero, petistas começam a jogar aliados ao mar. Bumlai desmente versão de seu amigão…

Em petição entregue ao Supremo para paralisar as investigações sobre sítio e tríplex, Lula atribui a Bumlai a inciativa de reformas a propriedade rural; o empresário, que está preso, nega.

Por: Reinaldo Azevedo  27/02/2016 às 7:15

Xiii… Eles começaram a bater cabeça. Daqui a pouco, reproduzem aquela cena de “Cães de Aluguel”, de Tarantino. Todo mundo atira e todo mundo morre. O que será uma glória para o Brasil.

A defesa de Lula veio a público com uma narrativa que é do balacobaco. Só se esqueceu de combinar com os russos. E aí a coisa pode começar a feder de verdade do lado de lá da moralidade.

Em petição entregue ao Supremo, a versão de Lula, arranjada depois de muitos meses de exercício criativo, é a seguinte: a iniciativa de comprar o sítio Santa Bárbara, em 2010, teria sido de Jacó Bittar, amigo do ex-presidente desde os tempos do sindicalismo. Era para os dois curtirem a aposentadoria… Também ficou combinado que a propriedade abrigaria os “presentes” que Lula ganhou “do povo brasileiro”. Entendo. Quase choro de emoção. 

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Jacó adoeceu e teria passado recursos de sua poupança pessoal para o filho, Fernando, fazer a compra (já começou a ficar estranha a coisa…). Como este não podia arcar com tudo sozinho, então chamou Jonas Suassuna. Entenderam?

E a reforma? Ah, segundo Lula, isso foi uma oferta de seu amigão (ou ex-amigão) José Carlos Bumlai. Sabem como é… Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves.

A ânsia de Lula de se livrar das enrascadas e passar o peso para os ombros alheios o fez esquecer de combinar a versão com os russos. Ouvido pela Folha, Arnaldo Malheiros, advogado do pecuarista nega a versão peremptoriamente e ainda ironiza: “Só se a Odebrecht for propriedade de Bumlai, o que não me consta”.

Tanto o engenheiro da Odebrecht que supervisionou as obras, Frederico Barbosa, como a própria empresa passaram a admitir vínculos com a reforma do sítio, que contou também com a dedicação da OAS. A Oi entrou com a antena 3G.

Que coisa!

A prova de que Lula e Dilma estão no desespero é que os petistas já começaram a jogar aliados ao mar. Flagrado recebendo dinheiro da Odebrecht, João Santana e mulher não tiveram dúvida: seria pagamento por campanhas eleitorais feitas em alguns países. Atentem para a gravidade da acusação.

Agora, Lula põe nas costas de Bumlai — aquele que tinha acesso livre ao Palácio do Planalto quando o Apedeuta era presidente — a iniciativa de reformar o sítio.

O pecuarista não topou a brincadeira e desmentiu seu amigo de fé, irmão, camarada…

E agora?

REVISTA VEJA PASSA AO COMANDO DO PT……

REVIRAVOLTA NA LINHA EDITORIAL DA REVISTA VEJA.  Agora, depois desta manobra do PT e do Governo DILMA, a revista VEJA entra na linha de defesa dos desgovernos do LULA E DILMA do PT, já que o novo dirigente segue a linha de justificativas da corrupção do PT, no velho chavão batido e cansativo do….TODOS ROUBAM… ….Vejam o que recebi via facebook…E VIVA A CORRUPCÃO !  Este tipo de capa da Veja….jamais veremos……LULA para a nova Veja do PT, vai virar santo e será o homem mais honesto do Brasil…..

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Revista Veja se vende ao governo e coloca esquerdista para comandar revista

Após anos tentando influenciar a Revista Veja, o governo finalmente conseguiu: Eurípedes Alcântara, diretor editorial da revista, foi dispensado. Em seu lugar assume André Petry, chefe da Sucursal de Brasília da revista. André Petry já se manifestou nas páginas da revista contra a redução da maioridade penal, contra o impeachment de Dilma Rouseff e em participação recente no Roda Viva da TV Cultura tentou justificar a corrupção do governo com o discurso de “todos são corruptos”:

A modificação ocorre após as demissões de críticos ferrenhos do governo como Rodrigo Constantino e Joice Hasselmann, bem como a chegada à revista de anunciantes estatais e empresas próximas ao estado.

A mudança foi comemorada por sites de esquerda como Brasil 171 e Luis Nassif.

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VEJAM A ANÁLISE DO RODRIGO CONSTANTINO (EX-JORNALISTA DA VEJA),  SOBRE A NOVA ……………”VEJA DO PT “……

MUDANÇA DE COMANDO NA VEJA INFELIZMENTE COMPROVA MEUS RECEIOS

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(Foto abaixo do  ANDRÉ PETRY – guru do PT chefe da VEJA).

blog

Eurípedes Alcântra não está mais no comando da edição de VEJA. Em seu lugar, André Petry, com sua visão de mundo bem mais “progressista”. Para mostrar a importância dessa mudança, basta dizer que o Brasil171 lamentou quando Petry, no passado, deixou a revista, alegando que ela se tornava conservadora demais, e celebrou sua promoção de agora. Leonardo Attuch é da “turma do pixuleco”, para quem não lembra.

É o fim. VEJA não é mais a mesma. Primeiro foi minha saída, e logo depois a de Joice Hasselmann. A motivação política era suspeita, mas tudo bem. Eu mesmo escrevi uma carta de despedida elogiosa, e quando saiu a Joice e meus leitores falaram em cancelar a assinatura, fiz uma campanha para que a mantivessem.

ALÔ CONGRESSO NACIONAL…..PROVADA A FARSA DO DÉFICIT NA PREVIDÊNCIA SOCIAL (INSS)….GOVERNO DO PT JOGA COM GRANDE CAPITAL….

TESE DE DOUTORADO (UFRJ) DA PROFESSORA DENISE GENTIL, DESTRÓI OS MITOS E A FARSA  DO DÉFICT NA RECEITA  DO INSS…..MÍDIA E BANQUEIROS FAZEM JOGO SUJO CONTRA OS APOSENTADOS DO PAÍS…..

VERGONHA….VERGONHA….GOVERNO DILMA (PT)  FAZ JOGO SUJO – FINANCEIRO, COM A GRANA DOS TRABALHADORES DO INSS…..Vejam esta farsa que montaram nos dados de “déficit”do INSS, provada em tese de doutorado pela professora doutora (UFRJ) DENISE…..(Ref.

 

Em tese de doutorado, pesquisadora denuncia a farsa da crise da Previdência no Brasil forjada pelo governo com apoio da imprensa

Denise Gentil

 

Com argumentos insofismáveis, Denise Gentil destroça os mitos oficiais que encobrem a realidade da Previdência Social no Brasil. Em primeiro lugar, uma gigantesca farsa contábil transforma em déficit o superávit do sistema previdenciário, que atingiu a cifra de R$ 1,2 bilhões em 2006, segundo a economista.

O superávit da Seguridade Social – que abrange a Saúde, a Assistência Social e a Previdência – foi significativamente maior: R$ 72,2 bilhões.

(GRANA É DESVIADA PARA COBRIR OUTRAS….”DESPESAS” ? DE ORDEM FINANCEIRA,  É PARA PAGAR JUROS CAMPEÕES MUNDIAIS AOS NOSSOS POBRES BANQUEIROS – texto nosso).

No entanto, boa parte desse excedente vem sendo desviada para cobrir outras despesas, especialmente de ordem financeira – condena a professora e pesquisadora do Instituto de Economia da UFRJ, pelo qual concluiu sua tese de doutorado “A falsa crise da Seguridade Social no Brasil: uma análise financeira do período 1990 – 2005” (clique e leia a tese na íntegra).

Nesta entrevista ao Jornal da UFRJ, ela ainda explica por que considera insuficiente o novo cálculo para o sistema proposto pelo governo e mostra que, subjacente ao debate sobre a Previdência, se desenrola um combate entre concepções distintas de desenvolvimento econômico-social.

Jornal da UFRJ: A ideia de crise do sistema previdenciário faz parte do pensamento econômico hegemônico desde as últimas décadas do século passado. Como essa concepção se difundiu e quais as suas origens?

Denise Gentil: A ideia de falência dos sistemas previdenciários públicos e os ataques às instituições do welfarestate (Estado de Bem- Estar Social) tornaram-se dominantes em meados dos anos 1970 e foram reforçadas com a crise econômica dos anos 1980. O pensamento liberal-conservador ganhou terreno no meio político e no meio acadêmico.

A questão central para as sociedades ocidentais deixou de ser o desenvolvimento econômico e a distribuição da renda, proporcionados pela intervenção do Estado, para se converter no combate à inflação e na defesa da ampla soberania dos mercados e dos interesses individuais sobre os interesses coletivos. Um sistema de seguridade social que fosse universal, solidário e baseado em princípios redistributivistas conflitava com essa nova visão de mundo. O principal argumento para modificar a arquitetura dos sistemas estatais de proteção social, construídos num período de crescimento do pós-guerra, foi o dos custos crescentes dos sistemas previdenciários, os quais decorreriam, principalmente, de uma dramática trajetória demográfica de envelhecimento da população.

A partir de então, um problema que é puramente de origem sócio-econômica foi reduzido a um mero problema demográfico, diante do qual não há solução possível a não ser o corte de direitos, redução do valor dos benefícios e elevação de impostos. Essas idéias foram amplamente difundidas para a periferia do capitalismo e reformas privatizantes foram implantadas em vários países da América Latina.

Jornal da UFRJ: No Brasil, a concepção de crise financeira da Previdência vem sendo propagada insistentemente há mais de 15 anos. Os dados que você levantou em suas pesquisas contradizem as estatísticas do governo. Primeiramente, explique o artifício contábil que distorce os cálculos oficiais.

Denise Gentil: Tenho defendido a idéia de que o cálculo do déficit previdenciário não está correto, porque não se baseia nos preceitos da Constituição Federal de 1988, que estabelece o arcabouço jurídico do sistema de Seguridade Social. O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit.

Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração.

Jornal da UFRJ: A que números você chegou em sua pesquisa?

Denise Gentil: Fiz um levantamento da situação financeira do período 1990-2006. De acordo com o fluxo de caixa do INSS, há superávit operacional ao longo de vários anos. Em 2006, para citar o ano mais recente, esse superávit foi de R$ 1,2 bilhões.

O superávit da Seguridade Social, que abrange o conjunto da Saúde, da Assistência Social e da Previdência, é muito maior. Em 2006, o excedente de recursos do orçamento da Seguridade alcançou a cifra de R$ 72,2 bilhões.

Uma parte desses recursos, cerca de R$ 38 bilhões, foi desvinculada da Seguridade para além do limite de 20% permitido pela DRU (Desvinculação das Receitas da União).

 

Há um grande excedente de recursos no orçamento da Seguridade Social que é desviado para outros gastos.

Esse tema é polêmico e tem sido muito debatido ultimamente. Há uma vertente, a mais veiculada na mídia, de interpretação desses dados que ignora a existência de um orçamento da Seguridade Social e trata o orçamento público como uma equação que envolve apenas receita, despesa e superávit primário. Não haveria, assim, a menor diferença se os recursos do superávit vêm do orçamento da Seguridade Social ou de outra fonte qualquer do orçamento.

Interessa apenas o resultado fiscal, isto é, o quanto foi economizado para pagar despesas financeiras com juros e amortização da dívida pública.

Por isso o debate torna-se acirrado. De um lado, estão os que advogam a redução dos gastos financeiros, via redução mais acelerada da taxa de juros, para liberar recursos para a realização do investimento público necessário ao crescimento. Do outro, estão os defensores do corte lento e milimétrico da taxa de juros e de reformas para reduzir gastos com benefícios previdenciários e assistenciais. Na verdade, o que está em debate são as diferentes visões de sociedade, de desenvolvimento econômico e de valores sociais.

Jornal da UFRJ: Há uma confusão entre as noções de Previdência e de Seguridade Social que dificulta a compreensão dessa questão. Isso é proposital?

Denise Gentil: Há uma grande dose de desconhecimento no debate, mas há também os que propositadamente buscam a interpretação mais conveniente. A Previdência é parte integrante do sistema mais amplo de Seguridade Social.

É parte fundamental do sistema de proteção social erguido pela Constituição de 1988, um dos maiores avanços na conquista da cidadania, ao dar à população acesso a serviços públicos essenciais. Esse conjunto de políticas sociais se transformou no mais importante esforço de construção de uma sociedade menos desigual, associado à política de elevação do salário mínimo.

A visão dominante do debate dos dias de hoje, entretanto, frequentemente isola a Previdência do conjunto das políticas sociais, reduzindo-a a um problema fiscal localizado cujo suposto déficit desestabiliza o orçamento geral. Conforme argumentei antes, esse déficit não existe, contabilmente é uma farsa ou, no mínimo, um erro de interpretação dos dispositivos constitucionais.

Entretanto, ainda que tal déficit existisse, a sociedade, através do Estado, decidiu amparar as pessoas na velhice, no desemprego, na doença, na invalidez por acidente de trabalho, na maternidade, enfim, cabe ao Estado proteger aqueles que estão inviabilizados, definitiva ou temporariamente, para o trabalho e que perdem a possibilidade de obter renda. São direitos conferidos aos cidadãos de uma sociedade mais evoluída, que entendeu que o mercado excluirá a todos nessas circunstâncias.

Jornal da UFRJ: E são recursos que retornam para a economia?

Denise Gentil: É da mais alta relevância entender que a Previdência é muito mais que uma transferência de renda a necessitados. Ela é um gasto autônomo, quer dizer, é uma transferência que se converte integralmente em consumo de alimentos, de serviços, de produtos essenciais e que, portanto, retorna das mãos dos beneficiários para o mercado, dinamizando a produção, estimulando o emprego e multiplicando a renda.

Os benefícios previdenciários têm um papel importantíssimo para alavancar a economia. O baixo crescimento econômico de menos de 3% do PIB (Produto Interno Bruto), do ano de 2006, seria ainda menor se não fossem as exportações e os gastos do governo, principalmente com Previdência, que isoladamente representa quase 8% do PIB.

Jornal da UFRJ: De acordo com a Constituição, quais são exatamente as fontes que devem financiar a Seguridade Social?

Denise Gentil: A seguridade é financiada por contribuições ao INSS de trabalhadores empregados, autônomos e dos empregadores; pela Cofins, que incide sobre o faturamento das empresas; pela CSLL, pela CPMF (que ficou conhecida como o imposto sobre o cheque) e pela receita de loterias. O sistema de seguridade possui uma diversificada fonte de financiamento. É exatamente por isso que se tornou um sistema financeiramente sustentável, inclusive nos momentos de baixo crescimento, porque além da massa salarial, o lucro e o faturamento são também fontes de arrecadação de receitas.

Com isso, o sistema se tornou menos vulnerável ao ciclo econômico. Por outro lado, a diversificação de receitas, com a inclusão da taxação do lucro e do faturamento, permitiu maior progressividade na tributação, transferindo renda de pessoas com mais alto poder aquisitivo para as de menor.

Jornal da UFRJ: Além dessas contribuições, o governo pode lançar mão do orçamento da União para cobrir necessidades da Seguridade Social?

Denise Gentil: É exatamente isso que diz a Constituição. As contribuições sociais não são a única fonte de custeio da Seguridade. Se for necessário, os recursos também virão de dotações orçamentárias da União. Ironicamente tem ocorrido o inverso. O orçamento da Seguridade é que tem custeado o orçamento fiscal.

Jornal da UFRJ: O governo não executa o orçamento à parte para a Seguridade Social, como prevê a Constituição, incorporando-a ao orçamento geral da União. Essa é uma forma de desviar recursos da área social para pagar outras despesas?

Denise Gentil: A Constituição determina que sejam elaborados três orçamentos: o orçamento fiscal, o orçamento da Seguridade Social e o orçamento de investimentos das estatais. O que ocorre é que, na prática da execução orçamentária, o governo apresenta não três, mas um único orçamento chamando de “Orçamento Fiscal e da Seguridade Social”, no qual consolida todas as receitas e despesas, unificando o resultado. Com isso, fica difícil perceber a transferência de receitas do orçamento da Seguridade Social para financiar gastos do orçamento fiscal. Esse é o mecanismo de geração de superávit primário no orçamento geral da União. E, por fim, para tornar o quadro ainda mais confuso, isola-se o resultado previdenciário do resto do orçamento geral para, com esse artifício contábil, mostrar que é necessário transferir cada vez mais recursos para cobrir o “rombo” da Previdência. Como a sociedade pode entender o que realmente se passa?

Jornal da UFRJ: Agora, o governo pretende mudar a metodologia imprópria de cálculo que vinha usando. Essa mudança atenderá completamente ao que prevê a Constituição, incluindo um orçamento à parte para a Seguridade Social?

Denise Gentil: Não atenderá o que diz a Constituição, porque continuará a haver um isolamento da Previdência do resto da Seguridade Social. O governo não pretende fazer um orçamento da Seguridade. Está propondo um novo cálculo para o resultado fiscal da Previdência. Mas, aceitar que é preciso mudar o cálculo da Previdência já é um grande avanço. Incluir a CPMF entre as receitas da seguridade é um reconhecimento importante, embora muito modesto. Retirar o efeito dos incentivos fiscais sobre as receitas também ajuda a deixar mais transparente o que se faz com a política previdenciária.

O que me parece inadequado, entretanto, é retirar a aposentadoria rural da despesa com previdência porque pode, futuramente, resultar em perdas para o trabalhador do campo, se passar a ser tratada como assistência social, talvez como uma espécie de bolsa. Esse é um campo onde os benefícios têm menor valor e os direitos sociais ainda não estão suficientemente consolidados.

Jornal da UFRJ: Como você analisa essa mudança de postura do Governo Federal em relação ao cálculo do déficit? Por que isso aconteceu?

Denise Gentil: Acho que ainda não há uma posição consolidada do governo sobre esse assunto. Há interpretações diferentes sobre o tema do déficit da Previdência e da necessidade de reformas. Em alguns segmentos do governo fala-se apenas em choque de gestão, mas em outras áreas, a reforma da previdência é tratada como inevitável. Depois que o Fórum da Previdência for instalado, vão começar os debates, as disputas, a atuação dos lobbies e é impossível prever qual o grau de controle que o governo vai conseguir sobre seus rumos. Se os movimentos sociais não estiverem bem organizados para pressionarem na defesa de seus interesses pode haver mais perdas de proteção social, como ocorreu em reformas anteriores.

Jornal da UFRJ: A previdência pública no Brasil, com seu grau de cobertura e garantia de renda mínima para a população, tem papel importante como instrumento de redução dos desequilíbrios sociais?

Denise Gentil: Prefiro não superestimar os efeitos da Previdência sobre os desequilíbrios sociais. De certa forma, tem-se que admitir que vários estudos mostram o papel dos gastos previdenciários e assistenciais como mecanismos de redução da miséria e de atenuação das desigualdades sociais nos últimos quatro anos. Os avanços em termos de grau de cobertura e de garantia de renda mínimapara a população são significativos. Pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), cerca de 36,4 milhões de pessoas ou 43% da população ocupada são contribuintes do sistema previdenciário. Esse contingente cresceu de forma considerável nos últimos anos, embora muito ainda necessita ser feito para ampliar a cobertura e evita que, no futuro, a pobreza na velhice se torne um problema dos mais graves. O fato, porém, de a população ter assegurado o piso básico de um salário mínimo para os benefícios previdenciários é de fundamental importância porque, muito embora o valor do salário mínimo esteja ainda distante de proporcionar condições dignas de sobrevivência, a política social de correção do salário mínimo acima da inflação tem permitido redução da pobreza e atenuado a desigualdade da renda.

Cerca de dois milhões de idosos e deficientes físicos recebem benefícios assistenciais e 524 mil são beneficiários do programa de renda mensal vitalícia. Essas pessoas têm direito a receber um salário mínimo por mês de forma permanente.

Evidentemente que tudo isso ainda é muito pouco para superar nossa incapacidade histórica de combater as desigualdades sociais. Políticas muito mais profundas e abrangentes teriam que ser colocadas em prática, já que a pobreza deriva de uma estrutura produtiva heterogênea e socialmente fragmentada que precisa ser transformada para que a distância entre ricos e pobres efetivamente diminua. Além disso, o crescimento econômico é condição fundamental para a redução da pobreza e, nesse quesito, temos andado muito mal. Mas a realidade é que a redução das desigualdades sociais recebeu um pouco mais de prioridade nos últimos anos do que em governos anteriores e alguma evolução pode ser captada através de certos indicadores.

Jornal da UFRJ: Apesar do superávit que o governo esconde, o sistema previdenciário vem perdendo capacidade de arrecadação. Isso se deve a fatores demográficos, como dizem alguns, ou tem relação mais direta com a política econômica dos últimos anos?

Denise Gentil: A questão fundamental para dar sustentabilidade para um sistema previdenciário é o crescimento econômico, porque as variáveis mais importantes de sua equação financeira são emprego formal e salários. Para que não haja risco do sistema previdenciário ter um colapso de financiamento é preciso que o país cresça, aumente o nível de ocupação formal e eleve a renda média no mercado de trabalho para que haja mobilidade social. Portanto, a política econômica é o principal elemento que tem que entrar no debate sobre “crise” da Previdência.

Não temos um problema demográfico a enfrentar, mas de política econômica inadequada para promover o crescimento ou a aceleração do crescimento.

Fonte: Jornal da UFRJ

LULA (PT) TEM FONE CELULAR….SIM !

LULA SE EQUIVOCOU OU MENTIU AO DIZER QUE NÃO TEM CELULAR….. Nestes tempos cibernéticos, onde a informação corre a velocidade da luz, não se pode mentir mais….Vejam esta entrevista que prova que o LULA tem telefone celular…..(Ref. Diário do Brasil)….

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Hacker afirma que Lula tinha celular: “Eu entrei no avião presidencial e desbloqueei o Iphone dele”

hackerLula

O Instituto Lula declarou nas últimas semanas que o ex-presidente não possui celular

Em entrevista a Danilo Gentili, Breno Masi, o primeiro brasileiro a desbloquear um iPhone, em entrevista concedida em 2012, contou que sua presença foi solicitada por um assessor de Lula para desbloquear o iPhone do presidente petista.

De acordo com Breno, o assessor disse que Lula tinha acabado de desembarcar dos EUA:

“Ele ganhou um tal de iPhone e não sabe fazer funcionar e falaram que você resolve tudo. Tô mandando alguém te buscar agora.”

Breno disse conta que um carro preto foi buscá-lo e o levou ao encontro de Lula, no avião presidencial.

ZIKA LOTA HOSPITAIS NO RIO GRANDE DO NORTE E APAVORA PELA SÍNDROME DE GUILAIN-BARRÉ QUE PARALISA O DOENTE….

SITUAÇÃO APAVORANTE NO NORDESTE….Vejam mais este desastre que começou no Brasil e pode afetar toda a Nacão …… (Ref. Molina)….

Síndrome de Guillain-Barré, doença que paralisa todos os membros lota Hospitais do RN