QUEM MANDA NO BRASIL ? A MALANDRAGEM?

DE REPENTE DUAS PESSOAS DECIDEM COMO VAI FUNCIONAR O BARSIL ….A FAVOR DO POVO OU CONTRA O POVO? Nestes diálogos entre autoridades favoráveis a corrupção, você pode verificar como funciona o poder  nesta triste nação subdesenvolvida de terceiro mundo….O LULA (PT) é citado como possível salvador dos corruptos no país……

Renan Calheiros

Sérgio Machado

Edição do dia 25/05/2016

25/05/2016 14h16 – Atualizado em 25/05/2016 15h28

Conversas entre Sérgio Machado e Renan Calheiros são divulgadas

Divulgação foi feita pelo jornal Folha de São Paulo.
Nos diálogos, Renan defende mudanças na delação premiada.

Flávia AlvarengaBrasília, DF

Esta quarta-feira (25), em Brasília, amanheceu com mais um capítulo da crise que envolve políticos nas investigações da Operação Lava Jato. Dois dias depois da revelação de conversas entre o então ministro do Planejamento, Roméro Jucá, do PMDB de Roraima, com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que resultou na exoneração de Jucá, nesta quarta-feira foram divulgadas conversas entre Machado e o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas.

Nas conversas, divulgadas pela Folha de São Paulo, Renan defende mudanças na delação premiada e fala também do medo de políticos com o aprofundamento das investigações.
 

O presidente do Senado, Renan Calheiros do PMDB de Alagoas, não apareceu pela manhã no Congresso. A reportagem do jornal Folha de São Paulo traz trechos de uma conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com o Renan Calheiros.

De acordo com a reportagem, Renan Calheiros disse que apoia uma mudança na lei que trata da delação premiada, de forma a impedir que um preso se torne delator,  procedimento central utilizado pela Operação Lava Jato.

Sérgio Machado: O Cunha, o Cunha. O Supremo. Fazer um pacto de Caxias, vamos passar uma borracha no Brasil e vamos daqui para a frente. Ninguém mexeu com isso e esses caras do…

Renan: Antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso. 

E criticam a decisão do Supremo de executar penas a partir de condenação na segunda instância.

Sérgio Machado: Acaba com esse negócio da segunda instância, que está apavorando todo mundo.
Renan: A lei diz que não pode prender depois da segunda instância, e ele aí dá uma decisão, interpreta isso e acaba isso.
Sérgio Machado: Acaba isso.

Durante a conversa divulgada pelo jornal, os dois comentam o que delações de empreiteiras poderiam causar.

Sérgio Machado: Agora, Renan, a situação está grave.
Renan Calheiros: Grave e vai complicar. Porque Andrade fazer [delação], Odebrecht, OAS.
Sérgio Machado: Todos vão fazer.
Renan: Todos vão fazer.
Sérgio Machado: Mas, Renan, com as informações que você tem, que a Odebrecht vai tacar tiro no peito dela, não tem mais jeito.
Renan: Não tem, porque vai mostrar as contas. E a mulher é…[inaudível]
Sérgio Machado: Acabou, não tem mais jeito. Então a melhor solução para ela, não sei quem podia… É renunciar ou pedir licença.

Na gravação, divulgada pelo jornal, Renan e Machado citam uma conversa com Lula.

Sérgio Machado: E ele estava, está disposto a assumir o governo?
Renan: Aí eu defendi, me perguntou, me chamou num canto. Eu acho que essa hipótese, eu disse a ele, tem que ser guardada, não pode falar nisso. Porque se houver um quadro, que é pior que há, de radicalização institucional, e ela resolva ficar, para guerra…

E falam ainda sobre neutralizar o juiz Sergio Moro e sobre a nomeação de Lula para a Casa Civil.

Sérgio Machado: A bola está no seu colo. Não tem um cara na República mais importante que você hoje. Porque você tem trânsito com todo mundo. Essa tua conversa com o PSDB, tu ganhou…
Sérgio Machado: Tu ganhou uma força que tu não tinha. Então [inaudível] para salvar o Brasil. E esse negócio só salva se botar todo mundo. Isso que você diz, se for para ruptura, vai ter conflito social. Vai morrer gente, vai ser o Brasil parado.
Renan: Vai, vai…
Renan: E aí tem que botar o Lula. 
Sérgio Machado: Aí bota o Lula.
Renan: Porque é a intuição dele… 
Sérgio Machado: Aí o Lula tem que assumir a Casa Civil e ser o primeiro ministro, esse é o governo. Ela não tem mais condição, Renan, não tem condição de nada. Agora, quem vai botar esse juízo nela? 

Os dois também falaram em negociar uma possível transição de governo com ministros do Supremo.

Renan: E, em segundo lugar, negocia a transição com eles [ministros do STF].
Sérgio Machado: Com eles, eles têm que estar juntos. E eles não negociam com ela.
Renan: Não negociam porque todos estão p** com ela [Dilma].

Ainda de acordo com o jornal, para Renan, os políticos todos “estão com medo” da Lava Jato e cita o senador Aécio Neves, do PSDB.

Sérgio Machado: Está todo mundo sentindo um aperto nos ombros.  
Renan: E tudo com medo. 
Sérgio Machado: Renan, não sobra ninguém, Renan! 
Renan: Aécio está com medo e perguntou se não dava pra eu descobrir. ‘Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa.’ 
Sérgio Machado: Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan. 

Renan disse também que uma delação da empreiteira Odebrecht vai mostrar as contas em provável referência à campanha eleitoral de Dilma. Machado respondeu que não escapa ninguém de nenhum partido. Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum.

Em determinado momento da conversa, Sérgio Machado reclama da Globo, referindo-se à cobertura da Lava Jato, e, na conversa, Renan cita o nome de João Roberto Marinho, presidente do conselho editorial do Grupo Globo.

Sérgio Machado:”Agora, a Globo passou de qualquer limite, Renan.

Renan: Eu marquei para segunda-feira uma conversa inicial com [inaudível] para marcar… Ela me disse que a conversa dela com João Roberto [Marinho] foi desastrosa. Ele disse para ela… Ela reclamou. Ele disse para ela que não tinha como influir. Ela disse que tinha como influir, porque ele influiu em situações semelhantes, o que é verdade. E ele disse que está acontecendo um efeito manada no Brasil contra o governo.

Sérgio Machado: Tá mesmo. Ela acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula?”

Em outro momento, Renan conta de novo o que ouviu de Dilma sobre a conversa com João Roberto Marinho: “O João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda, que não influencia, que hoje é muito difícil […] Ela [Dilma] disse a ele: ‘João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos’.

Em nota, João Roberto Marinho, explicou que, como disse o presidente do Senado, Renan Calheiros, é verdade que sempre que lhe pedem para interferir no noticiário a favor de um grupo ou de outro, a resposta é sempre a mesma: ele não pode mandar que se interfira nos fatos, pois um veículo de imprensa deve tudo noticiar livremente. Ele acrescentou que o compromisso do Grupo Globo é com a notícia e com o público. Acrescentou que essa sua resposta, gera desconforto, frustrações e, por vezes, afirmações descabidas, o que é compreensível, especialmente em momentos de crise.

Ainda na conversa, Renan relata a Sérgio Machado um encontro entre Dilma e Otávio Frias Filho, sócio e diretor de redação do jornal Folha de São Paulo.

Renan: Uma conversa muito ruim, a conversa com a menina da Folha… Com o Otavinho foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios têm cometido exageros.

Esta foi a segunda conversa divulgada de Sérgio Machado com políticos do PMDB. Sérgio Machado é alvo de investigações na Lava Jato, mas ainda não responde inquérito formalmente no Supremo. Machado já foi citado por pelo menos três delatores: Paulo Roberto Costa, Delcídio do Amaral e Ricardo Pessoa.

A primeira conversa gravada e divulgada por Sérgio Machado foi com Romero Jucá. O resultado foi a exoneração de Jucá do Ministério do Planejamento. A delação premiada de Sérgio Machado deve ser homologada pelo ministro Teori Zavascki.

O senador Renan Calheiros disse que tem o hábito de receber todos aqueles que o procuram e que os diálogos não revelam, nem sugerem qualquer menção ou tentativa de interferir na Lava Jato.

A defesa de Sérgio Machado disse que os autos são sigilosos e por isso não vai se manifestar. Em nota, o PSDB informou que fica cada vez mais clara a tentativa de Sérgio Machado, que o partido considera criminosa, de envolver em suspeições o PSDB e o nome do senador Aécio Neves, sem apontar um único fato que a justifique.

A nota conclui dizendo que na referência ao diálogo entre os senadores Aécio Neves e Renan Calheiros, o senador Aécio manifestou o que já havia manifestado publicamente inúmeras vezes: a sua indignação com as falsas citações feitas ao seu nome.

A assessoria do Supremo Tribunal Federal informou que o presidente da corte Ricardo Lewandowski participou de encontros com integrantes do Poder Executivo para tratar do orçamento do Judiciário e do reajuste dos salários de servidores.

Procurado, o jornalista Otávio Frias Filho, diretor de redação da Folha, não vai comentar o caso.

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