VOCÊ TEM GATO ? DOENÇA DE GATO PODE PASSAR PARA HUMANOS…..

A MATÉRIA FOI PUBLICADA NO JORNAL “O DESTAQUE BAIXADA”….Quem remeteu foi minha sobrinha TOSCA (médica veterinaria)…..Vejam os cuidados para curar esta doença que ataca os gatos e as pessoas que se relacionam com os gatos…….

 

Esporotricose: Doença transmitida por gatos volta a se espalhar na Baixada Fluminense

Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a esporotricose é uma micose que pode afetar animais e humanos. Desde o final da década de 1990, no Estado do Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos. A Baixada Fluminense não ficou de fora sobre o possível surto da doença.

Há tratamento para a micose, e o diagnóstico dos animais já pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias. Por isso, não abandone, maltrate ou sacrifique o animal com suspeita da doença. Procure o tratamento adequado e se informe sobre os cuidados que deve ter para cuidar de seu animal sem colocar em risco a própria saúde. São essas algumas das orientações dos veterinários que estudam o agravo.

   (do site , “saúde curiosa”)

Já na pele humana, a esporotricose se manifesta na forma de lesões como um pequeno caroço vermelho, que em seguida vira uma ferida, segundo a Fiocruz. As áreas mais afetadas são rosto, braços e pernas. Os caroços vão se aglomerando e formando pequenas fileiras. Algumas pessoas relatam sentir dores nas articulações, além de febre.

(do site “saúde curiosa”).

A esporotricose não é contagiosa, logo não há transmissão entre pessoas.

 

Para qual órgão devo comunicar que existem casos de esporotricose na região onde moro?

 

Ao Centro de Controle de Zoonoses do seu município. No Rio de Janeiro, o telefone é (21) 3395-1595. Caso não exista um setor como esse no seu município, sugerimos que comunique o caso à Secretaria de Saúde, pois é uma doença que pode contaminar os seres humanos.

 

Outro contato pode ser feito com a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, pelo telefone 1746 ou no site www.1746.rio.gov.br/.

 

Para esclarecer sobre a doença, o JORNAL DESTAQUE BAIXADA conversou com a médica veterinária Carla Souza, que atende na Rações São Bernardo, que falou sobre sintomas, contágio, como identificar, e o tratamento adequado da esporotricose. Leia:

 

Jornal Destaque Baixada: Quais são os principais sinais clínicos e sintomas da esporotricose?

 

Os primeiros sintomas da doença consistem em lesões que se manifestam na pele do animal principalmente na região da cabeça e nas extremidades, locais onde os ferimentos de transmissão do fungo são mais comuns. Inicialmente aparecem como uma simples ferida inflamada que se transforma em uma lesão cheia de pus. Essas não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. Quando não tratadas podem progredir afetando o sistema linfático do animal e até mesmo infectar de maneira generalizada o seu organismo (pulmão, ossos, sistema nervoso, mucosas, etc.).

 

Na maioria dos casos, as feridas causadas pela doença não causam dor ou coceira de nenhum tipo nos animais afetados. Entretanto, nos casos mais graves é possível notar uma série de outros sintomas além das lesões na pele, como febre, apatia e perda de apetite. Ainda em quadros mais graves, pode haver a ocorrência de tosse com catarro, espirros, fadiga extrema, dificuldade em respirar e até a saída de sangue pelas vias respiratórias do animal.

 

Jornal Destaque Baixada: A esporotricose atinge quais animais? Como é o contágio?

 

A esporotricose é uma zoonose que tem o fungo Sporotrix schenckii como agente causador. Presente na natureza, este fungo específico pode ser encontrado nos mais diversos lugares, como na terra, em jardins, matas e locais de pouca higiene, como lixões.

 

Nos animais, a esporotricose já foi relacionada a arranhaduras ou mordeduras de cães, ratos e outros pequenos animais, porém os gatos são os principais animais afetados e podem transmitir a doença para os seres humanos.

 

O contágio ocorre quando há contato do fungo com a pele lesionada tanto em animais quanto em seres humanos. Em seres humanos isto pode ocorrer com aqueles que trabalham em contato direto com vegetais, terra e flores, como floricultores, jardineiros, trabalhadores rurais e mineiros, por exemplo, infectando-os com o fungo por meio de feridas em espinhos, do contato de uma pequena lesão pré-existente com algum tipo de matéria contaminada, ou através de arranhões e mordida de animais contaminados.

 

Jornal Destaque Baixada: Como é possível identificar a esporotricose em humanos?

 

A doença se manifesta na forma de lesões na pele, que se inicia com um pequeno caroço vermelho, podendo evoluir para uma ferida nos braços, pernas ou no rosto. O ideal é procurar um dermatologista para obter um diagnóstico adequado.

 

Jornal Destaque Baixada: Os gatos podem transmitir esporotricose para os humanos?

 

Sim, por meio do contato de animais doentes com lesões pré-existentes ou arranhões e mordidas de animais que tenham tido contato com o fungo. Neste último caso, o animal, ao entrar em contato com o fungo, pode acumulá-lo nas unhas e representar risco para as pessoas ao seu redor, pois qualquer arranhão pode levar à contaminação e possível infecção, mesmo que este gato não apresente a doença. É importante que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o animal doente receba o tratamento adequado. Procure sempre um médico veterinário para receber orientações sobre como cuidar de seu pet sem correr o risco de ser também contaminado.

 

Jornal Destaque Baixada: Como evitar o contágio dos gatos para as pessoas?

 

Uma boa higienização do ambiente pode ajudar a reduzir a quantidade de fungos dispersos e, assim, novas contaminações. Deve-se também evitar o contato dos gatos em áreas potencialmente contaminadas, mantendo-os sempre com a higiene em dia e lavar bem as mãos após manuseá-los. Outro ponto importante é manter as unhas aparadas ou protegê-las com Soft Claws, cápsulas vinílicas atóxicas especialmente desenvolvidas para envolver as unhas de cães e gatos proporcionando a proteção mecânica, impedindo a ocorrência de arranhões, e permitindo a manutenção dos movimentos normais dos dedos e das patas.

 

É sempre importante também a consulta periódica ao veterinário, que irá avaliar a saúde e solicitar exames a fim de encontrar possíveis agentes infecciosos zoonóticos.


Jornal Destaque Baixada
: É possível que um gato doente contamine outros animais que convivem no mesmo ambiente, como uma casa, quintal ou apartamento? O que fazer após a morte do animal?

Sim. Como as brigas entre cães ou gatos não são incomuns, basta que um dos animais envolvidos tenha tido contato com o fungo para passá-lo para o outro animal sadio – já que esse material contaminado pode ficar alojado debaixo das suas unhas, por exemplo, sendo transportado para o pet sadio que toma uma arranhada do animal transmissor. Por isso, é aconselhável isolar o gato do contato com outros animais, separando-o num ambiente próprio, para que receba os cuidados de que necessita sem comprometer a saúde dos outros bichos da casa.

Em caso de morte dos animais doentes, não se deve enterrar os corpos, e sim incinerá-los, para evitar que o fungo se espalhe pelo solo e a possibilidade de contágio por outros animais.

Jornal Destaque Baixada: Qual o tratamento indicado para gatos? E para humanos?

Nos gatos, em casos em que a infecção ainda é relativamente recente, o tratamento da doença pode ser eficaz, embora seja lento. Na maioria das vezes, antifúngicos são os medicamentos usados para curar a esporotricose, sendo administrados de forma oral ou injetável, além de suplementos e vitaminas que também podem ser receitados em conjunto, dependendo do caso. Porém, embora haja uma série de produtos no mercado que são bastante eficazes no tratamento da esporotricose, essa doença pode ser fatal nos casos em que já está bastante avançado, por isso é muito importante a visita à clínica veterinária periodicamente e, principalmente, quando seu pet apresentar alterações comportamentais e/ou físicas.

Em humanos o ideal é consultar um médico especialista para receber as orientações necessárias de tratamento.

Jornal Destaque Baixada: Há registro do número de pessoas que já tiveram a doença no Rio/Brasil?

Um estudo realizado na por pesquisadores da Fiocruz apontaram um total de 1.848 casos diagnosticados na região do Rio de Janeiro entre 1997 e 2007, sendo 1.289 destes sido registrados nos últimos quatro anos de análise (69,7%). Uma atualização de dados referente ao período entre 2008 e 2011 indicou ainda o registro de 2.340 novos casos de esporotricose, um aumento de 126,6% na incidência da enfermidade, em comparação aos 11 anos anteriores. Esse alerta para o crescimento excessivo de casos de esporotricose humana demonstra a importância dos cuidados e prevenção para essa doença.

O Protetor dos animais da Baixada Fluminense, o Wilson Will Martins acrescenta ainda mais ao falar da doença. Não machuque nenhum animal, muito menos um gato, a doença tem cura, basta procurar um veterinário perto de sua casa.

Por: redação/ Jornal Destaque Baixada

20/01/2017
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