ITARARÉ CIDADE HISTÓRICA DA “BATALHA QUE NÃO HOUVE”…. É NOTÍCIA NA TV GLOBO….

ITARARÉ HOJE É UM POLO HISTÓRICO – TURÍSTICO….Itararé ficou na história do país como  um  marco da Revolução de 1930, quando Getulio Vargas concentrou suas tropas na antiga Fazenda Morungava no Estado do Paraná nas margens do Rio Itararé, que deu nome a cidade, está localizada do outro lado do Rio Itararé, já no Estado de São Paulo há uns seis quilômetros do Rio Itararé. 

 

ESCARAMUÇAS NA FRONTEIRA PARANÁ COM SÃO PAULO.  Pelas articulações do então presidente Washington Luiz, que foi apeado do poder por Vargas, propalava-se que a grande batalha final das forças revolucionárias de Vargas contra o presidente Washington, dar-se-ia em Itararé.  Entretanto acordos de última hora no Rio de Janeiro, cancelaram a GRANDE BATALHA  DA REVOLUÇÃO DE 30, A BATALHA DE ITARARÉ.  

 

Porém isto não significou que não houve luta nesta fronteira história na Revolução de 30, pois na área da Fazenda Morungava no Paraná, onde se encontravam as tropas de VARGAS, que avançavam para São Paulo e Rio de Janeiro desde Ponta Grossa, eu pessoalmente constatei nos anos  1950 / 60 a existência de antigas trincheiras nesta Fazenda  no Paraná,  o que provava que existiu pelo menos escaramuças com mortes de lado a lado.

O PALCO DA BATALHA QUE NÃO HOUVE….FAZENDA MORUNGAVA.    Nesta época  nos anos 50 / 60 a fazenda Morungava era de propriedade do ex-governador do Paraná, MOISÉS LUPION, cuja fazenda era de grande extensão e era administrada pelo tio de minha mão IRENE  (EHLKE) DO AMARAL TOMASS, o “tio AMAZONAS EHLKE”, em cuja fazenda nos reuníamos frequentemente.

 

A HISTÓRIA DA “BATALHA QUE NÃO HOUVE”.  

 

Uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo em 11 de julho de 1999, conta parte desta “Batalha que não houve”, e registra alguns confrontos entre ambos os lados….Vejam abaixo…..

 

DOMINGO, 8 DE JULHO DE 2007

A BATALHA DE ITARARÉ

 

A Batalha de Itararé acabou entrando para a a história como a “Batalha Que Não Houve!!!“. Exageros a parte pode-se afirmar que houve combates importantes naquele outubro de 1930 que fizeram parte de um conjunto ao qual a batalha final pela cidade de Itararé, em São Paulo se insere. O combate decisivo foi evitado pela decisão do Coronel Paes de Andrade que resolveu parlamentar com o General Miguel Costa, comandante revolucionário. Ocorreram combates em Quatiguá, Capela da Ribeira e na Fazenda Morungava. Em todos são registrados mortos.

 

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6 dias atrás
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Mais imagens para batalha de itarare

Negar os combates em 1930 na divisa entre São Paulo e Paraná, é a negar a existencia da revolução que levou Getúlio Vargas ao poder, e deve ser esse o intento da negação.

 

Uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo em 11 de julho de 1999 lança novas luzes sobre esse acontecimento. Reportagem de José Maria Tomazella

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Ossadas de Itararé podem mudar história de batalhas

Restos de soldados gaúchos mortos em combate mostrariam que cidade resistiu em 30 e 32.

 

ITARARÉ – O fotógrafo Gustavo Jansson, de 81 anos, guarda com cuidado, no meio de milhares de negativos e fotos, aquela que julga ser a prova de que a história foi injusta com Itararé, a 320 quilômetros de São Paulo, nas Revoluções de 1930 e 32.

A foto mostra restos mortais de soldados gaúchos sendo retirados das sepulturas, em 1934, para o traslado para o Sul. É a prova de que Itararé resistiu aos invasores, segundo ele. A cidade ficou conhecida pela “luta que não houve” e pelas duas rendições às tropas gaúchas sob o comando de Getúlio Vargas.

Em 1930, pela história oficial, a batalha decisiva, anunciada com estardalhaço, não ocorreu e as tropas revolucionárias entraram em Itararé sem disparar um tiro. Dois anos depois, no mesmo lugar, os constitucionalistas amargaram nova derrota para as forças federais.
“Nossa cidade entrou para a história pelas portas do fundo e virou motivo de piada”, diz o escritor da terra José Maria Silva, em seu livro As Batalhas de Itararé, editado em 1997.

A foto do arquivo de Jansson, filho de Claro Jansson, que fotografou as duas revoluções, fazem parte de uma campanha dos moradores de Itararé para contar sua versão das batalhas. O jornalista e pesquisador Hélio Porto identificou as ossadas recolhidas no cemitério local como de soldados do 8º Regimento de Passo Fundo (RS), mortos em 32.

 

No dia 18 de julho daquele ano, Vargas entrava vitorioso na cidade. “Mas a história não fala das baixas gaúchas e do sofrimento da nossa população naqueles dias de guerra, tanto que o armistício foi recebido com festa.”
Túmulos – Em outro livro que será lançado no mês que vem, Memórias de Itararé – Revoluções de 30 e 32, as gêmeas Terezinha de Jesus Mello Martins e Maria Aparecida Silva Mello revelam a existência de quatro sepulturas de soldados gaúchos, mortos em combate na Revolução de 30, no local conhecido como Passo do Cypriano, na fazenda da família.

 

Os túmulos foram preservados pelo avô das gêmeas e os ossos não foram retirados. “Nas revoluções houve combate e mortes dos dois lados”, diz Terezinha.
As irmãs contam que nasceram sob o tiroteio de 14 de outubro de 1930, data da chamada “batalha que não houve”. Relatam histórias que ouviram de seus pais e avós, depoimentos de ex-combatentes vivos, como Valdomiro Marques e Manoel Luciano de Mello. Contam que os moradores tinham de entregar as casas para o aquartelamento dos soldados. Jansson, com 15 anos na época, ajudava o pai a fotografar.

 

“Eu ficava num abrigo construído embaixo da casa.” Na Revolução de 32, segundo ele, soldados gaúchos foram mortos na Fazenda Morungava, usada como quartel pelas tropas federais. A vala onde estariam de 40 a 50 corpos foi localizada este mês pelo tenente Hélio Tenório dos Santos, da Sociedade Veteranos de 32. Ele espera confirmação do achado para comunicar o fato ao governo gaúcho.

Conforme Jansson, os soldados da Força Pública de Itararé mostraram mais coragem que o Batalhão Universitário Paulista (BUP), da capital. “Quando Vargas ordenou o ataque à cidade, eles gritaram em francês `salve-se quem puder’ e bateram em retirada, mas os soldados ficaram na trincheira e resistiram até o fim.”
Tabu – A repercussão que as duas derrotas tiveram no resto do País transformaram as revoluções em tabu em Itararé.

“Até 1968, as rádios locais não tocavam músicas gaúchas e só nos últimos anos o Dia do Soldado Constitucionalista passou a ser lembrado”, contou Porto. As trincheiras e os restos da batalha não foram preservados. Uma casa atingida por um tiro de canhão foi demolida.

Há cinco anos, o ex-vereador Marcos Tadeu Soares, assessor técnico da prefeitura, sugeriu a construção de um monumento ao soldado constitucionalista e enfrentou resistência. Mas a aceitação da obra foi o sinal verde para o projeto de resgate da memória das revoluções na cidade.

Este ano, 60 professores participaram de um curso de capacitação com duração de 12 horas, dado pelo tenente Santos. “Por meio desses profissionais, vamos tentar fazer os jovens e crianças entenderem melhor a nossa história.”

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ITARARÉ  NO CIRCUITO ATUAL DA HISTÓRIA E DO TURISMO…..TV GLOBO DIVULGA A CIDADE CONFORME DIVULGA’ÃO DA PREFEITURA DE ITARARÉ….Vejam…

 

Itararé (SP) é palco de gravação para equipe da TV Globo

Revista de Sábado mostrará o melhor da cidade

 

Durante três dias a equipe do programa global, ‘Revista de Sábado’, esteve em Itararé (SP) para gravar o que a cidade tem de melhor. Pautados pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura e guiados pelo coordenador de Turismo, Edilson Moraes, a produção esteve no Vale do Corisco, onde uma cachoeira com mais de 100 metros de queda do Rio Itararé faz a divisa entre o estado de São Paulo e Paraná.

O jornalista Marcos Paiva, o Marcão, e toda sua equipe também estiveram no Parque da Barreira e Museu Histórico. O artesanato em palha de Aristides e as anedotas de linguagem do Zé Maria do Ponto retrataram a cultura de raiz e os costumes da cidade.

O programa também esteve na Feira da Lua, na Praça São Pedro, onde mostrará a influência do sul em Itararé através do grupo de dança gaúcho, Unidos do Fandango. Outras curiosidades e personalidades também serão reveladas nesta edição do programa.

A produtora do ‘Revista de Sábado’, Jéssica Pimentel, ressaltou a hospitalidade com que a equipe foi recebida: “Gostamos muito da recepção, as pessoas foram bem bacanas”. Quem encontrou com Marcão pelas ruas da cidade ficou encantado com a simpatia do jornalista, que revelou em seu perfil do facebook: “Itararé é uma cidade cheia de encantos e de uma beleza sem igual. Vale a pena conhecer”.

O ‘Revista de Sábado’ sobre Itararé está previsto para ir ao ar no dia 1º de abril, às 14h30.

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