Archive for 15 de Abril, 2017

VACINA BCG (chamada bacilo Calmette-Guerin) PODE SERVIR DE VACINA CONTRA A DIABETES?

A FDA (AMERICANA), ANUNCIA QUE SIM….Além  de atuar como vacina, esta droga poderá reverter a doença do diabetes….Vejam…..

13/06/2016 21h41 – Atualizado em 13/06/2016 21h41

A Vacina Contra o Diabetes foi Anunciada Oficialmente e o Mundo Inteiro está Comemorando a Notícia!

Pesquisadores esperam que uma vacina de quase um século de idade para prevenir a tuberculose também possa reverter o diabetes tipo 1.

Da Reuters

Vacina de quase um século de idade para prevenir a tuberculose traz esperança para diabéticos. Foto: Reprodução

A FDA aprovou um teste de fase intermediária para testar a vacina, chamada bacilo Calmette-Guerin (BCG), em 150 adultos com casos avançados da doença.

A aprovação foi anunciada domingo na 75 ª Sessões Científicas da Associação Americana de Diabetes pela Dr. Denise Faustman, diretora do Laboratório de Imunobiologia do Hospital Geral de Massachusetts em Boston e investigadora principal do estudo.

Faustman disse à Reuters Health que a vacina BCG aumenta temporariamente os níveis de uma substância chamada fator de necrose tumoral ou TNF – e os níveis mais altos de TNF podem eliminar do sangue as células T que são prejudiciais em indivíduos com diabetes tipo 1.

Em um pequeno estudo preliminar, a equipe de Faustman descobriu que duas injeções de BCG administradas com quatro semanas de intervalo eliminaram temporariamente as células T causadoras de diabetes. Os pacientes também mostraram evidência de pequeno retorno temporário da secreção de insulina.

Este verão, ela e seus colegas começarão a inscrever pacientes de 18 a 60 anos de idade em um estudo maior de cinco anos. Os participantes terão níveis baixos mas detectáveis de secreção de insulina pelo pâncreas. Eles vão receber duas injeções, quatro semanas de intervalo, de BCG ou placebo e, em seguida, injeções anuais para os próximos quatro anos.

No entanto, os especialistas ainda precisam realizar testes em grupos maiores para avaliar a eficácia e a segurança da vacina. Além disso, será preciso medir o efeito deste tratamento a longo prazo. Vamos esperar!

LISTAGEM DO FIM DO MUNDO……NO PROPINODUTO DA ODEBRECHT…..

PROPINAS DA ODEBRECHT CHEGOU ATÉ OS ÍNDIOS  EM TROCA DO “PROJETO MADEIRA”….É uma listagem de fim de mundo as propinas da ODEBRECHT…..Vejam a que ponto chegou a vergonha da ODEBRECHT que em verdade mandou no país nestes (e outros) 13 anos de mando do PT……A  podridão, a fedentina,  foi de “inocentes” chefes índios,  aos  “BARBUDOS” (CODINOME DOS “COMUNISTAS” CHEFÕES DA CUT)…..(Ref. Estadão Política)…… 

Odebrecht pagou até índio e ‘barbudos’ da CUT na floresta

 

Executivo da empreiteira aponta mesadas para que rotina das obras da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, não fosse interrompida por trabalhadores e vizinhos da ‘Tribo’

 

Julia Affonso, Fausto Macedo, Luiz Vassallo, Ricardo Brandt, Breno Pires e Fábio Serapião

14 Abril 2017 | 13h27

tribo

O executivo Henrique Valadares, um dos delatores da Odebrecht, relatou à Operação Lava Jato que a empreiteira fez pagamentos, via caixa 2, até a índios. Sob o codinome ‘Tribo’, lideranças indígenas receberam depósitos em conta-corrente, disse Valadares. Os pagamentos estavam vinculados ao Projeto Madeira.

 

 

 

O delator apontou ‘parcelas de R$ 5 mil para Antenor Karitario (c/c da esposa), R$ 2 mil para Orlando Karitario, R$ 2 mil para a Associação dos Povos Karitianos, e R$ 1,5 para pagamento de pequenas solicitações dos mesmos’.

“Tribo. Esse cara se tornou até meu amigo, tenho até um cocar lá em casa. O chefe da tribo lá é o Antenor Karitário”, relatou. “Pagava para ele R$ 5 mil por mês, depositado na conta da esposa. E mais R$ 2 mil para o Orlando que deve ser outro cacique lá da tribo.”

Documento

Documento

Henrique Valadares disse que ‘isso aqui era para distribuir para os índios’. “Caiu no genérico, tribo.”

A planilha de pagamentos entregue por Valadares à Lava Jato aponta uma série de pagamentos ao codinome ‘Tribo’. O trecho intitulado ‘Movimento de Saída’, indica 893,5 em 3 de janeiro de 2011. Sete dias depois, mais 4.730,37 a ‘Tribo’. Em 2 de fevereiro de 2011, ‘Tribo’ foi destinatário de três repasses: 1.202,57, 1.202,57 e 3.006,43.

Nesta planilha, os últimos pagamentos a ‘Tribo’ foram em 7 de março de 2012 (1.139,21, 1.708,82 e 2.848,03) e, em 8 de março de 2012 (847,84).

Ao Ministério Público Federal, Valadares relatou ainda pagamentos a ‘Barbudos’. O delator ligou o codinome a um representante da CUT junto ao Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada em Porto Velho.

“Barbudos, esse é fácil adivinhar, eu creio. Isso é para os representantes da CUT locais. A CUT foi o primeiro sindicato a chegar lá e se estabelecer. Estavam todos de olho, não tinha nada na cidade, de repente surge lá um contingente de 25 mil homens numa obra e mais tanto na outra. Os sindicatos chegam assim, que nem abelha para conquistar espaço”, afirmou. “O pessoal da CUT costumava cobrar pedágios mensais para eles não apoiarem greves, atos de violência, esse tipo de coisa.”

O executivo relatou ainda repasses a ‘Companheiro’. De acordo com o delator, os pagamentos eram regulares a diretores de sindicato, buscando que os mesmos não insuflassem os trabalhadores a praticar atos de vandalismo e depredação na obra nas épocas de negociação coletiva, especialmente em virtude do histórico de Jirau.

Os lançamentos de R$ 5 mil correspondem aos pagamentos efetuados a Raimundo Enelcio Pereira, Altair Donizete de Oliveira e Ademilton Santos Borges. Já os valores de R$ 2,5 mil se referem aos depósitos em favor de Valdeci da Costa Braga e Francisco das Chagas Costa.

A propina total no projeto da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, paga pela Odebrecht e a Andrade Gutierrez, chegou a R$ 80 milhões. Apesar de ser um empreendimento encampado pelo governo do PT, a maior parte dos pagamentos foi feita a políticos do PMDB, PSDB e PP, segundo os delatores da Odebrecht.

As acusações citam o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – condenado e preso em Curitiba –, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Edison Lobão (PMDB-MA), Ivo Cassol (PP-RO), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO), além de Sandro Mabel, assessor especial do presidente Michel Temer.

A usina foi o primeiro grande projeto da Odebrecht como investidora no setor de energia, em meados dos anos 2000. As pretensões da empresa na época eram de se tornar a maior geradora do País. O modelo de negócio seria o de competir agressivamente nos leilões do governo federal e fazer a obra depois, como fornecedora, onde teria sua maior margem de lucro.

Em depoimento, Henrique Valadares citou pagamentos ao codinome ‘advogado’. Segundo o delator, houve um ‘compromisso’ assumido por um executivo da empresa com o ex-governador Ivo Cassol ‘do pagamento do advogado’ que o defendia.

“É que nem o Renan, tem uma cacetada de processo nas costas. Um deles, recentemente, causou o afastamento dele”, disse. “Pagamos também, o cara não queria receber em nome da Odebrecht. Pagamento de serviço prestado, na realidade ele estava prestando serviço ao governador. Nem nós queríamos que isso acontecesse. Pagamos diretamente dessa forma.”

Valadares declarou que o pagamento ‘não foi tão expressivo’.

O delator afirmou ainda que ‘nem sempre caixa 2 significa necessariamente pagamento de propina’.

“O caixa 2 pode ser usado para outras finalidades. Aqui tem uma delas. O nome de festa, evento, não sei o quê e tal. Não são propina, não é um dinheiro dado a agente público. Quando eles tinham um grande evento na obra, um desvio de um rio, fazia uma festa. Chamava a equipe toda, servia uísque, não sei o quê”, relatou.

“Eu aprendi desde cedo que quando acontecem coisas desse tipo, que envolvem bebida alcoólica e tal, não se deve lançar nota, esse registro de bebida alcoólica na contabilidade da empresa. Isso vai passar na mão de um monte de gente que não sabe o que se trata e vai dizer: ‘Tem um tal de Henrique Valadares aqui, José Bonifácio, Rogério Batista, que está cobrando uma nota milionária de bebida alcoólica. Deve ter convidado os amigos dele, Salvador inteirinha, no Carnaval, para fazer uma farra’.”

COM A PALAVRA, A CUT

A CUT repudia e estranha muito a delação a dirigentes da Central que não cita sequer nomes de quem supostamente teria recebido propina da Odebrecht para impedir ações sindicais para reivindicar melhoria em condições de trabalho e renda em Rondonia. Primeiro, porque são os sindicatos que negociam acordos, organizam as lutas e as greves. A CUT Rondonia apoiou política e logisticamente todas as lutas dos e trabalhadores e da construção civil do Estado.

A CUT nacional ajudou a negociar os acordos conquistados pelo sindicato da construção civil de Rondonia. Segundo, porque a delação não diz o nome do denunciado nem em que período houve a suposta negociação do pedido de propina. Ė preciso esclarecer que, até março de 2010, o Sindicato da construção civil de Rondonia era filiado à outra central sindical, portanto a data é fundamental para esclarecer os fatos. Quando um Sindicato da CUT assumiu a entidade, foram realizadas em Rondonia as greves mais duras da história, com resultados extremamente positivos para os trabalhadores. Todos os acordos foram fechados com reajustes muito acima da inflação – com os maiores índices negociados no país pela categoria -, com enorme aumento nos valores dos tíquetes refeição, entre outras conquistas. É importante ressaltar que as greves sempre são encerradas com assembleias onde o trabalhador vota se aceita ou não o acordo construído e conquistado. E mais: uma das grandes conquistas das greves em Rondonia foi a deflagração de uma negociação tripartite nacional que culminou com a assinatura do Compromisso Nacional de Melhoria das condições de trabalho na construção civil.

A CUT não pode responder sobre acusasões genéricas que não citam sequer os nomes dos supostamente envolvidos em propinas, nem sequer a data em que ocorreram, até mesmo porque protagonizou com sindicatos filiados uma das maiores lutas do setor em todo o país. Central Única dos Trabalhadores

QUEM É O VERDADEIRO LULA (PT) ? VOCÊ CONHECE A FERA? É UM OPORTUINISTA AMBICIOSO OU UM LÍDER IDEALISTA?

AFINAL QUEM É ESSE TAL DE LULA (PT) ?  É UM “BON- VIVANT” COMO DISSE O ODEBRECHT ?  OU É UM AGENTE BURGUÊS DA DIREITA COMO O ACUSAM NA EXTREMA DIREITA ?  O espertalhão do EMILIO ODEBRECHT, maior mandão da  mega “empresa-corrupção”, alegou em seu depoimento premiado que  o general GOLBERY  DO COUTO E SILVA, ao analisar a personalidade do LULA, lhe disse que o  LULA (PT) NÃO PASSA DE UM   “BON- VIVANT”, ou seja, não passa de um cara que só busca a BOA VIDA. Isto realmente parece ser verdade, se considerarmos a fortuna que ele conseguiu como hábil sindicalista-político, quando   passou a servir os poderosos empresários do país, de onde conseguiu fortuna.

 

O empresário Emílio Odebrecht deu depoimento ao MPF como parte do acordo de delação premiada

O empresário Emílio Odebrecht deu depoimento ao MPF como parte do acordo de delação premiada

Foto: Agência Brasil

LULA USOU DO TRABALHADOR.  Outra acusação do EMILIO ODEBRECHT contra o LULA, esta a MAIS GRAVE, reside no fato de que o LULA jogou contra a greve nos anos 70 na Bahia  para favorecer os interesses do empresário ODEBRECHT, e a partir daí nasceu uma relação de “ajuda material” e de grande “amizade” entre os dois, com ótimos resultados para ambos, a ponto do EMILIO ter “dado as cartas”  na redação da “carta aos brasileiros”, documento de campanha de LULA…..Vejam mais esta cacetada no megalomaníaco do LULA (PT)….(Ref. matéria do O GLOBO)…. 

 

Emílio Odebrecht relata ajuda de Lula contra greve nos anos 70

Delator diz que empresa contribuiu para todas as campanhas do petista

POR CATARINA ALENCASTRO, CAROLINA BRÍGIDO E LETÍCIA FERNANDES

Lula fala aos metalúrgicos em 1979 – Agência O Globo / 18-3-1979

 

 

BRASÍLIA — Próximo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva há mais de trinta anos, o empresário Emílio Odebrecht relatou, em seu depoimento de delação premiada, como o ex-sindicalista que se tornou presidente da República ajudou, durante décadas, a empreiteira que leva seu sobrenome.

Emílio conheceu Lula no fim da década de 1970, apresentado por Mário Covas, já falecido. Na época, o empresário enfrentava uma greve geral no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, e precisava de ajuda para aplacar os ânimos de seus funcionários. “Ele (Lula) criou as condições para que eu pudesse ter uma relação diferenciada com os sindicatos”, relata Emílio.

Rapidamente, a relação entre os dois se fortaleceu. Emílio diz que ficou impressionado com o petista:

“Ele pega as coisas rápido. Ele percebe aquilo que tem a ver com intuição pura. É um animal político, um animal intuitivo”, diz o empresário.

E conta que sempre “apoiou Lula”, com conselhos e financeiramente. Um dos pontos em que o empreiteiro teria ajudado a orientar a visão de mundo do petista foi na confecção da famosa “Carta ao Povo Brasileiro”, o documento divulgado durante a campanha de 2002 por Lula para serenar os ânimos do mercado financeiro em relação a sua possível eleição.

 

Emílio diz que a Odebrecht contribuiu para todas as campanhas de Lula, mas que o petista nunca tratou de valores. Por outro lado, quando Lula finalmente virou presidente, qualquer que fosse o problema enfrentado pela empresa, Emílio ia até o Palácio do Planalto pedir a intervenção do chefe da República. E era quase sempre atendido.

Em alguns casos, Emílio precisou transpor obstáculos colocados pela ex-presidente Dilma Rousseff, quando ministra de Minas e Energia e depois da Casa Civil, e Lula deliberou pelo menos em uma ocasião em prol do amigo. Emílio só chamava Lula de “chefe”, mas parece se gabar de, apesar da proximidade, nunca ter tido relação íntima, ou ter frequentado a casa do petista:

“Só estive uma vez no apartamento de Lula quando era sindicalista. E foi a melhor coisa que eu fiz. Pra ele e pra mim. A nossa relação, eu sou muito transparente. Eu gosto do Lula, confio nele, valorizo ele”, conta.

“BON VIVANT”

Uma preocupação grande de Emílio era quanto à possibilidade de “reestatização” da Petrobras. Um dia, quando já era real a chance de Lula se eleger, o empreiteiro procurou o petista e ele garantiu que não estatizaria o setor petroquímico. O empresário relembra uma conversa com o general Golbery Couto e Silva sobre Lula para dar sua visão sobre o ex-presidente:

“‘Emílio, Lula não tem nada de esquerda. Ele é um ‘bon vivant’ (teria dito o general).

E é verdade. Ele gosta da vida boa, gosta de uma cachacinha, gosta de fazer as coisas e gosta de ver os outros, efetivamente, a coisa que ele mais quer é ver a população carente sem prejuízo, essa que é a versão mais correta, sem prejuízo de quem tem. Não é aquele negócio de tirar de um pra dar pro outro. Essa é a minha visão, por isso teve um alinhamento muito grande”.

Com Lula instalado no Planalto, Emílio tinha a liberdade de ir até o presidente e reivindicar que negócios feitos pela Petrobras em prejuízo da Braskem (braço da Odebrecht) fossem desfeitos, o que acabou acontecendo. Em outro momento, foi a Lula impedir que a Petrobras comprasse os ativos da Petroquímica Ipiranga, o que detonaria os planos da subsidiária da Odebrecht de espraiar seus mercados.

 

 

 

PUBLICIDADE

“Como negócio, seria um desastre”, resume Emílio aos procuradores. Dois anos depois de conseguir impedir o negócio, a própria Braskem comprou a Petroquímica Ipiranga.

Mais adiante, já no segundo mandato de Lula, em 2007, Emílio precisou dele devido a um problema na hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, obra tocada pela Odebrecth. Uma das licenças ambientais que deveriam ser dadas ao empreendimento pelo Ibama estava travada por conta da reprodução dos bagres, que ocorria justamente no local previsto para a barragem.

“Eu disse: ‘O país precisa de energia e vai ser paralisado por causa do bagre? O senhor precisa tomar uma decisão’. Ele perguntou se eu já tinha falado com a ministra Dilma eu disse que sim, mas que era inócuo. ‘O senhor já deve ter percebido que eu não tenho simpatia por ela, que é muito dona da verdade. É uma pessimista em tudo’”, relatou Emílio ao procurador, revelando que não estendeu a relação que mantinha com Lula à sua sucessora.

Lula encampou a tese da empreiteira e transformou o episódio do bagre em uma referência frequente em seus discursos sobre como havia demora excessiva na concessão de licenças ambientais. O caso marcou o enfraquecimento da então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que acabou deixando o governo.

As ajudas de Lula a Emílio foram recompensadas não apenas com as doações, que Emílio garantiu que ocorreram por meio de caixa um e caixa dois:

“Fique certo: Lula não conversava comigo sobre isso, sobre os valores. Mas quero deixar uma coisa muito clara. Eu quando falava com (Pedro) Novis (presidente da Odebrecht antes de Marcelo Odebrecht assumir) e com Marcelo eu não dava a opção de dar ou não dar. Eu dizia: negociem, mas é para dar”.

SÍTIO DE ATIBAIA

Já no fim de 2010, quando Lula estava se despedindo da Presidência, Emílio relatou que o executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar, que o ajudava a fazer a interface com Lula, contou que a ex-primeira-dama Marisa Letícia pediu um favor: que o empreiteiro ajudasse a concluir as obras do sítio de Atibaia para fazer uma surpresa ao presidente assim que seu período no comando do governo terminasse.

O empreiteiro explicou aos procuradores a sofisticada logística montada para executar a missão, tirando gente de várias obras da Odebrecht, mas sem que a empresa parecesse envolvida institucionalmente na empreitada. Ao todo, disse, a reforma custou mais de R$ 700 mil. Mas nem Lula nem Dona Marisa procuraram saber esse valor.

“Ele (Alexandrino) me falou isso em outubro e se eu não me engano no penúltimo dia do ano, dia 30, eu estive com ele (Lula) no Palácio do Planalto e eu disse: ‘olha, chefe, o senhor vai ter uma surpresa e nós vamos garantir o cumprimento do prazo naquele programa do sítio’. Ele não fez nenhum comentário, mas também não botou nenhuma surpesa, coisa que eu entendi não ser mais surpresa. Quando foi que ele soube eu não sei. Por quem que ele soube, não sei. Por mim não foi”, explicou.

Emílio Odebrecht também disse que a empresa dele financiava palestras do ex-presidente Lula em países africanos para que a imagem da Odebrecht ficasse atrelada ao carisma do petista, como forma de impulsionar os negócios. Segundo Emílio, a empreiteira custeava o transporte, em aviões fretados, hospedagem e demais gastos do ex-presidente durante esses eventos.

Os honorários era o próprio presidente quem definia: variavam entre US$ 150 mil e US$ 200 mil por palestra. Em troca, a empreiteira pegava carona na imagem de Lula e estampava seu logotipo nos eventos dos quais ele participava.

O empreiteiro contou que apresentou Lula à elite e às autoridades africanas — e, a partir disso, passou a financiar as palestras que o petista fazia.

“Quem introduziu o Lula fomos nós, em todos os países (da África) que nós levamos ele.”

INSTITUTO LULA

Emílio também disse que comprou um terreno em São Paulo, por meio de uma empresa de um laranja, para Lula instalar uma nova sede de seu instituto. No fim, o petista quis manter a sede onde ela já estava instalada, e o dono da Odebrecht vendeu o terreno.

Emílio Odebrecht também disse que Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho de Lula, recebeu “cerca de US$ 200 mil” da empreiteira em Angola sem ter prestado nenhum serviço em troca.

Segundo o delator, a empresa de Taiguara foi contratada a pedido de Lula para prestar serviço para a Odebrecht no país africano.

 

 

 

PUBLICIDADE

Depois de uns meses de trabalho, com a crise do petróleo em Angola, as oportunidades diminuíram para Taiguara e ele escreveu uma carta ao ex-presidente para reclamar da situação. Emílio soube da carta e logo providenciou um adiantamento para o sobrinho, por “serviços futuros”.

Ainda segundo o delator, a contratação da empresa de Taiguara foi um pedido expresso de Lula a Alexandrino – que, por sua vez, pediu autorização ao dono da empresa para fazer o contrato e recebeu o aval dele. Emílio não soube dizer quanto o sobrinho do ex-presidente faturou durante o tempo que prestou serviço efetivamente.

“Numa viagem dessa para o exterior, Lula falou com o Alexandrino: ‘olha, eu tenho um sobrinho, que tem uma sociedade em Portugal, com um sócio português, e, se vocês puderem dar uma oportunidade de trabalho…’”, relatou Emílio Odebrecht.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/emilio-odebrecht-relata-ajuda-de-lula-contra-greve-nos-anos-70-21209544#ixzz4eH6sFZ2N
© 1996 – 2017. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.