NEO-ESQUERDA LATINA BOLIVARIANA FORA DO SÉCULO 21……

” ALMOÇO GRÁTIS NUNCA EXISTIU NEM PARA A DIREITA NEM PARA A ESQUERDA”……E NUNCA VAI EXISTIR…..

O TEXTO É DO  “ESTADÃO”,  E REPICO AQUI DO SITE DO F. CAMPANA (CURITIBA)…..A chamada esquerda latino americana, ao não fazer uma auto crítica (recomendada pelos manuais do comunismo real), simplesmente perdeu totalmente a sua credibilidade e gerou desesperança naqueles que acreditavam que os comunistas latinos tinham uma proposta séria de colocar a sociedade surrada latina num patamar de desenvolvimento.  Preferiram o caminho da corrupção, da grana fácil dos cofres do Estado e do desfrute de uma vida confortável no estilo do que eles chamam de “vida de pequeno burguês”………

REPETIÇÃO DE ERROS.   Os comunistas latinos “gramscianos”,  repetem os mesmos erros dos manos “Castros” de  de Cuba, que se recusaram a reconhecer  os avanços da sociedade “comuno-capitalista”chinesa, quando o Fidel visitou a China para estudar sua economia, cuja China   mesclou seu modelo econômico numa fusão de  “socialismo-capitalista”, ou seja, um governo duro ditatorial comunista, com economia calcada nos moldes do capitalismo, embora com cordéis firmes de controle do Estado.   Vejam o burrada dos comunas latinos  “gramscianos”, retratada neste texto do “estadão”….. 

 

Opção pelo atraso

 

 

Problema do anacronismo do Foro de São Paulo não é de hoje

 

 

 

Editorial, Estadão

Realizou-se recentemente em Manágua, na Nicarágua, a 23.ª edição do Encontro do Foro de São Paulo, o convescote anual de partidos ditos de esquerda da América Latina. O que de lá emana evidencia a teimosia de não ver que o mundo mudou e, principalmente, que os chamados líderes de esquerda já perderam toda a aura de proeminência, alheios como estão ao destino e às aspirações da população que eles insistem em dizer que representam.

São hoje pessoas enredadas em sérios problemas com a Justiça de seus países, como Cristina Kirchner e Lula da Silva, ou simplesmente assumiram, sem qualquer pudor, sua vocação autoritária, como é o caso de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Deve-se reconhecer que o problema do anacronismo do Foro de São Paulo não é de hoje. Sua história mostra que ele já nasceu atrasado, a partir de uma visita em 1990 de Fidel Castro a Lula da Silva em São Bernardo do Campo, com o ditador cubano instando a que as forças de esquerda da América Latina oferecessem uma reação à queda do Muro de Berlim, ocorrida meses antes. A ideia foi criar essa instância de debates, para combater o “neoliberalismo” que “ameaçava” dominar a comunidade latino-americana.

As quase três décadas de debate não contribuíram, no entanto, para que essa turma percebesse que o mundo mudou. Continuam teimosamente presos a uma visão de mundo simplista, dividindo-o entre revolucionários e capitalistas. O documento preparatório da reunião é um conjunto de fórmulas feitas, com críticas, por exemplo, às “políticas que favorecem o monocultivo e a exportação exclusiva de matérias-primas e produtos básicos”. Conclamam a necessidade e a urgência de “formular e instrumentar um novo modelo econômico e social, cujo eixo seja pobreza zero” e admitem expressamente que ainda insistem “no sonho da Pátria Grande, única e indissolúvel, segundo os ideais de nossos próceres”.

Evidenciando sua cabal incapacidade de realizar qualquer autocrítica, o encontro abriu seus trabalhos com uma “Homenagem ao Eterno Comandante Fidel Castro Ruz”. E como dias antes um dos seus fundadores, Lula da Silva, havia sido condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, a reunião em Manágua serviu para os mais variados atos de desagravo ao ex-presidente brasileiro.

“A condenação de Lula se inscreve nos atos contra a vida democrática institucional do Brasil, quebrada já pelo golpe de Estado parlamentar contra a legítima presidenta Dilma Rousseff, ao que agora se soma a parcialidade do juiz Sérgio Moro, assim como a ausência de provas contra Lula”, disse, entre outras vozes alienadas da realidade, o Partido da Revolução Democrática (PRD), do México. Estão ainda hoje presos aos grilhões de uma ideologia que permite tão somente repetir que “Lula é inocente”.

Estivesse a influência do Foro de São Paulo restrita a essa ignorância voluntariosa, menos mal causaria. O grave é que a entidade, ao contribuir para a difusão de políticas, supostamente sociais, que só serviram para manter a população cada vez mais dependente das chamadas lideranças e organizações sociais, foi elemento de atraso econômico e social em boa parte da América Latina. Felizmente, o continente se vê cada dia um pouco mais livre dessa estreiteza de visão, com a ignorância ideológica de coloração marxista sendo cultivada apenas em guetos, como é o Foro de São Paulo.

A irrelevância do convescote em Manágua pode ser avaliada pelo fato de que a principal presença brasileira foi a da senadora Gleisi Hoffmann, ré em processo da Lava Jato. Entre outros objetivos, a presidente do PT foi manifestar “apoio e solidariedade” ao governo de Maduro, frente ao que chamou de “violenta ofensiva da direita”. Como fica evidente, as chamadas lideranças progressistas são cada vez menos populares.

É o bom sinal de que a população latino-americana percebe, com nitidez crescente, que essa turma formada sob as barbas de Fidel Castro pouco entende de progresso. O seu legado é um tremendo atraso, que a muito custo se tenta agora remover.

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