Campanha do Metrô

 

  

HISTÓRIA DO METRÔ DE CURITIBA.

O arquiteto Jaime Lerner, deixou marca indelével na cidade Curitiba, notadamente com a revolução que fez no transporte por ônibus em vias expressas, há mais de trinta anos, cujo sistema é seu carro chefe, do qual Lerner não abre mão em hipótese alguma por vaidade, mesmo que seja trombar com o consagrado sistema de metrô nas maiores capitais do mundo.

Lerner, equivocadamente, é visceralmente contra o sistema de metrô.

O projeto básico do metrô de Curitiba, por pressão do arquiteto Jaime Lerner, e do lobye dos empresários do transporte coletivo de Curitiba, ficou engavetado no IPPUC por mais de nove anos, e graças a uma ação política do Deputado Federal Ratinho Junior e de sua equipe, o pré-projeto do metrô foi desengavetado, através de uma pressão na Câmara Federal, com inserção no orçamento federal de 2008 de emenda para construção do metrô, cuja emenda depois, sofreu alteração com a inserção no PPA-PLANO PLURI-ANUAL, deste segundo Governo do Presidente Lula, o que assegurou inclusão de verba para construção do metrô até 2010.

Após esta pressão na Câmara Federal, o prefeito Beto Richa, para não “perder o metrô da história”, pediu ao IPPUC que tirasse o pré-projeto do metrô da gaveta, determinando a continuidade dos estudos, e hoje já se atingiu a fase de elaboração do projeto de construção, que deve estar pronto até o final de 2009, se não for barrado pelo Sindicato do Transporte Coletivo.

metroEntretanto, apesar destas providências da Prefeitura, as forças contrárias a construção do metrô de Curitiba, continuam agindo patrocinadas pelo Sindicato do Transporte Coletivo, somados a escola da linha “lernista” do IPPUC e do próprio Jaime Lerner, o qual se declarou contra o metrô em extensa reportagem publicada no jornal A Gazeta do Povo.

Esta união de forças contrárias a implantação do metrô estão centradas na alegação equivocada de um projeto de sobrevida do atual sistema de ônibus implantado há 30 anos por Jaime Lerner, cujo sistema está exaurido e não mais atende adequadamente aos usuários do transporte coletivo, com frota sucateada que tem provocado acidentes graves, inclusive com mortes de passageiro.

Dez a nos, não é nada na vida de uma Capital como Curitiba.

DO IMPASSE DO MODELO ATUAL.

O sistema de ônibus em vias expressas de Lerner, exauriu-se em função de que o sistema de transporte coletivo expandiu-se às cidades da Região Metropolitana, o que superlotou os ônibus expressos, sendo agravada esta situação pela migração interna decorrente do êxodo rural, que ainda está em andamento e vai exercer maior pressão no sistema.

Como os ônibus circulam pela superfície do sistema viário, o caos no trânsito se instalou, pois não existem mais espaços vagos de circulação, além das paradas obrigatórias a cada esquina por exigência dos semáforos e da fluidez dos demais veículos. Criou-se o impasse no sistema.

Daí surgiu a idéia dos técnicos da CBTU – Cia. Brasileira de Trens Urbanos, em instalar um sistema de metrô movido a energia elétrica, , utilizando-se o espaço subterrâneo até sete metros abaixo das próprias vias expressas, o que barateia o custo com desapropriações, e evitando-se assim o caos do trânsito de superfície, aumentando a fluidez das linhas principais da Capital, e com a vantagem de não poluir o maio ambiente, como ocorre hoje.

O metrô, que Lerner é contra, está sendo instalado em todas as capitais do País, inclusive em Brasília onde ele presta assessoramento técnico.

 

O METRÔ, A COPA DO MUNDO E OS INTERESSES.

Constatado que o sistema de Lerner não mais atendia os usuários de Curitiba , as forças contrárias ao metrô, forçam um plano de reformulação do sistema, com reforma das canaletas, ônibus maiores e com isto impõem no IPPUC e no Gabinete do Prefeito Beto Richa, um plano de sobrevida dos sistema expresso, calculado em mais dez anos, e ao mesmo tempo em que torpedeiam o projeto do metrô, através de seminários já realizados, com ajuda adicional da maioria dos vereadores de Curitiba.

copaPor cálculos básicos após a implantação da linha do metrô, da CIC até Santa Cândida, o faturamento dos empresários de ônibus deve baixar uns 40% ou seja R$ 880 mil reais por dia, já que o faturamento diário dá mais de R$ 2 milhões de reais POR DIA. O metrô significa fim do monopólio e de muito dinheiro fácil que atende a muitos interesses políticos nas eleições da Capital, somados a estes escândalos políticos que todos conhecem.
Com a decisão de que a Copa de mundo de 2014 terá uma das sedes em Curitiba, potencializou-se a idéia da construção do metrô que entra com um compromisso de Curitiba, o que abalou o forte lobye que num primeiro momento recuou e depois partiu para o contra ataque ao metrô.

ATAQUE AO METRÔ COM BONDINHO E TOBOGÃ.

Os donos do monopólio do transporte coletivo, sempre acham um jeito de boicotar e atrasar a construção do metrô, e dias atrás, vieram com mais uma.

Em julho deste ano, o prefeito Beto Richa, designou um importante assessor para novos projetos, o qual foi autorizado a anunciar, pasmem, a construção de um bondinho de superfície para percorrer o centro de Curitiba, ao custo de R$ 11 milhões de reais, cujo sistema é um sonho bucólico de Lerner, desde há mui tas décadas, cujo projeto foi torpedeado pela mídia anos atrás.

Um conhecido meu, ligado ao lobye dos donos dos ônibus de Curitiba, deixou escapar um plano meio maluco que eles tem na gaveta, que seria a construção de trincheiras nas vias expressas para os ônibus passarem por baixo nas esquinas, evitando-se os semáforos, numa espécie de via estilo tobogã, com sobe e desce constante a cada esquina. Idéia maluca, que pelo menos pode provocar discussão e atrasar mais ainda a construção do metrô.

Este deve ser o sistema de “ônibus rápido”, que Lerner está propondo.

OS INTERESSES POLÍTICOS.

Os recursos para o metrô de Curitiba, portanto, se houver interesse do da Prefeitura e do Governo Federal, podem ser alocados até 2010, sem nenhum problema.

Entretanto, temos que registrar que o Governo Federal tem interesse de participar deste projeto, através da EBTU Empresa Brasileira de trens urbanos, que é um órgão federal, e o Sr. Beto Richa e seus auxiliares, todos ligados ao PSDB, estão colocando ponta política nessa pretensão do Governo Federal, o que poderá gerar novos impasses no cronograma da construção do metrô de Curitiba, cujo primeiro trecho está previsto para inaugurar antes da Copa do Mundo.

Lineu Tomass.

ENQUANTO ISSO… na Gazeta do Povo.

jaime“Jaime Lerner bate na velha e desgastada tecla ao defender exclusivamente o transporte de superfície. Se criou e defende com unhas e dentes o sistema curitibano, não estaria se contradizendo ao afirmar que não adianta haver uma ou duas linhas de metrô se o restante da população terá sistemas precários? Se o transporte daqui é eficiente, com um ônibus a cada minuto (nas palavras dele), como pode ser precário? Quanto a afirmar que em São Paulo 84% dos deslocamentos são feitos na superfície, será difícil enxergar que isso só ocorre por não haver mais linhas de metrô? Lerner conhece diversas cidades no mundo, mas parece fechar os olhos para muitas coisas.”

Luiz Fernando A. Pereira Jr. (Publicado – Coluna do Leitor – Dia 20/07/2009)

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Enquete do Mês:

7 responses to this post.

  1. Posted by Leno on Setembro 11, 2009 at 2:13 pm

    Senhores;

    É obvio que o metro trará benefícios a população, isso é inevitável, nós “formadores de opinião” temos de nos mobilizar, fomentar discussões, visando acabar com o monopólio poluidor do meio ambiente e também dizimar com àqueles que defendem apenas os próprios interesses ao invés de defender os interesses do povo de nossa cidade.

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  2. Posted by Prysky on Outubro 16, 2009 at 8:21 pm

    Acredito ser o metrô uma necessidade, porém não o faria do modo sugerido…. Faria de forma circular, como a linha do ligeirinho Inter II, assim o metrô atingiria toda a cidade, desafogando o trânsito inclusive, e fazendo conexão com as radiais dos bi-articulados (que apesar de tudo ainda são muito rápidas em suas pistas exclusivas).
    Imagine um metrô que vá rapidinho do Campina do Siqueira ao Cabral, passando pelo Centro Cívico, depois desce no Tarumã, interliga o pessoal de Pinhais e Piraquara (que está crescendo muito), vai até o hauer, passando pela UFPR, volta e conecta na Linha verde no Xaxim, resolve o problema de Fazenda Rio Grande também, retornado ao Campina pela Água Verde e suas centenas de edificios residenciais….

    O metrô é excelente, em qualquer lugar do mundo, mas constuir uma obra desta embaixo, das canaletas, acho que não é o caminho!!!!

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  3. Posted by Luis Carlos Soares on Julho 6, 2011 at 2:27 pm

    Acredito que o ex prefeito e governador Jaime Lerner foi um otimo prefeito para nossa capital. no entanto não entendo sua animossidade em relação ao metrô em Curitiba. A cidade esta crescendo a cada dia e precisa urgente de um sistema de transporte melhor quer seja o metrô ou vlts como em cidades da Europa

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    • Um doce para qquer ‘opinador’ que acertar o motivo que fez o metrô ser considerado um sistema ultrapassado, como se a população estivesse ‘sonhando’ com a volta dos galaxies e seus avançados carburadores. Dicas: 1-onde NO MUNDO há um projeto de metrô em construção (não paralisada)? 2-por que não concluir os metrôs de BH, SP, Salvador? 3-qual a população de Bogotá e qual (e por quê) o sistema de transporte adotado por essa capital? 4-Por que o sistema BRT (desenvolvido orgulhosamente, não por Santos Dumont, mas no Brasil) está se alastrando como praga no mundo todo, inclusive em dezenas de grandes cidades americanas?

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  4. Posted by osorio trentini on Outubro 12, 2011 at 2:28 pm

    O transporte coletivo é complexo, e não apenas complicado. Partindo desta constatação qualquer inovação em transportes deve partir da realidade já existente em cada cidade na qual esta inovação esteja sendo estudada. Se fosse apenas complicado bastava copiar uma solução já existente noutras cidades, como o metro, ou apenas ampliar o sistema atual, como colocar mais ônibus. Mas para haver melhoria definitiva deve-se inovar. Ou seja, ir além do que os outros já foram. E isto Curitiba tem feito. Observo que o metro não é uma inovação. Por ser quase sempre enterrado, ele favorece a liberação de ruas para uso pelos carros, o que aumenta a probabilidade de congestionamentos. Todas as cidades que tem metros tem engarrafamentos. Por outro lado uma inovação bem atual é o fechamento das regiões centrais das cidades para o trafego de carros particulares, o que diminui o engarrafamento. É neste sentido que Curitiba deve caminhar. O curitibano gosta de inovar na área urbanística, e não falo apenas do Lerner, mas lembro do Saul Raiz, do Ney Braga, do Sabbag, do Fruet e dos outros prefeitos de Curitiba. Pergunto! Porque todos os prefeitos contribuíram para tornar Curitiba uma referencia mundial? É porque o curitibano é quem faz de Curitiba um exemplo. É reconhecido que o Lerner é um inovador nato e portanto ele achou um ambiente propício em Curitiba e o curitibano achou nele um bom representante de curitibano inovador. Em vez de ficarmos brigando e fazendo pecuinhas para saber se o fulano ou beltrano tem razão, deveremos aproveitar a experiencia e o impeto inovador da população curitibana e juntar as competência de profissionais relacionados com as áreas de transportes, industrias de veículos, urbanismo e políticos para melhorarmos o sistema de transporte de Curitiba e Região metropolitana. A proposta de colocar uma linha de metro embaixo das canaletas do Expresso é completamente questionável. E com isto forçar o curitibano assumir uma divida de mais R$ 1 bilhão para fazer apenas o medíocre é inaceitável. Assim como foi dito que há interesses dos operadores de coletivos, há também os interesses daqueles que lucrariam com o metro, tais como o CBTU, EBTU e os partidos políticos da situação. A nossa decisão deverá ponderar o que efetivamente vá manter Curitiba no topo das cidades inovadoras e com qualidade de vida.

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  5. Mais uma senhora assassinada pelo busão do Luciano na faixa de pedestre em frente ao Colégio Estadual sob o olhar desesperado do marido que não pode fazer nada e sentou desolado no meio fio, cena presenciada pelo meu filho no horário de saída do colégio. Este crime não foi cometido pelo motorista mas sim pelos empresários que insistem em deixar este meio de transporte altamente perigoso, devido ao tamanho dos veículos, circularem próximo de escolas e locais de alta concentração em velocidade incompatível sem respeitar as faixas de pedestres onde até uma bicicleta tem de parar, pois neste ponto negro, nem tem semáforo para pedestres. M E T R O U R G E N T E para que o cidadão não seja morto por estas armas gigantescas sobre rodas……

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  6. Posted by Arno on Junho 13, 2012 at 11:56 am

    Claro que critico. O “projeto” do metro de Curitiba é tão bom quanto a linha verde, os binários, o viaduto estaiado. Roubalheira pura. Grandes obras para beneficiar empreiteiros. Vale lembrar Lineu Tomass, que a linha verde já foi para seu 8 ano, e o que temos? Quanto custou? Então não me venha com essa balela de cartel do transporte público de Curitiba, pois ambos sabemos que eles continuaram mandando com ou sem metrô.

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